Lula confirma viagem a Washington para encontro presencial com Donald Trump em março
Lula viajará aos EUA para encontro olho no olho com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, que viajará aos Estados Unidos no começo de março para um encontro presencial com o presidente americano Donald Trump em Washington. A declaração foi feita a jornalistas durante sua chegada ao Panamá, onde participa do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe.

Diálogo olho no olho entre as principais democracias do Ocidente

Lula enfatizou a importância de uma conversa direta entre os dois líderes, destacando que Brasil e Estados Unidos são as duas principais democracias do Ocidente. "Dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro", afirmou o presidente brasileiro, ressaltando que esse contato pessoal é fundamental para discutir e fortalecer as boas relações entre os dois países.

Objetivos estratégicos da reunião bilateral

O mandatário brasileiro expressou confiança de que o encontro contribuirá para retomar a normalidade nas relações internacionais e fortalecer o multilateralismo. Lula também mencionou que as economias precisam voltar a crescer, atendendo às expectativas populares. "É isso que o povo espera de todos nós", completou.

Contexto das recentes conversas telefônicas

Os preparativos para a viagem ocorrem após um diálogo telefônico entre Lula e Trump na segunda-feira, 26 de janeiro. Durante a conversa, os líderes discutiram diversos temas de interesse mútuo, incluindo:

  • A proposta do Conselho da Paz, órgão idealizado por Trump que pode rivalizar com a Organização das Nações Unidas
  • A situação política na Venezuela, onde Delcy Rodríguez assumiu o poder interinamente após intervenção americana
  • Os detalhes da futura visita de Lula aos Estados Unidos

Posicionamento brasileiro sobre o Conselho da Paz

O Brasil recebeu um convite formal para integrar o Conselho da Paz, mas ainda não emitiu uma resposta oficial. Lula sugeriu que o órgão se limite inicialmente à questão da Faixa de Gaza, demonstrando uma abordagem cautelosa. Enquanto aproximadamente 30 nações já aceitaram participar, incluindo Argentina, Paraguai, Indonésia e Arábia Saudita, países como França e Noruega rejeitaram o convite.

Diplomacia multilateral em expansão

Além do diálogo com Trump, Lula revelou que manteve conversas recentes com outros líderes internacionais sobre questões de multilateralismo, incluindo o presidente da França, Emmanuel Macron, e o presidente do Chile, Gabriel Boric. Essa movimentação diplomática reforça o compromisso brasileiro com uma agenda internacional cooperativa.

Enfoque na estabilidade regional

Sobre a Venezuela, o Planalto comunicou que Lula destacou a importância de preservar a paz e a estabilidade na região, além de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano. A abordagem brasileira busca equilibrar preocupações humanitárias com considerações geopolíticas mais amplas.

A confirmação da viagem representa um passo significativo na reaproximação diplomática entre Brasil e Estados Unidos, com potencial impacto nas relações comerciais, políticas de segurança e coordenação em fóruns internacionais. O encontro presencial em março poderá definir os rumos da parceria bilateral nos próximos anos.