O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a causar polêmica internacional ao reafirmar, com tom de urgência, seu plano de anexar a Groenlândia. Através de publicações em sua rede social, o Truth Social, na madrugada desta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, o mandatário americano classificou o território dinamarquês como "imprescindível para a segurança nacional e mundial" e afirmou que não há volta atrás em sua intenção de adquiri-lo.
Retórica intensificada após crise na Venezuela
A ideia, que Trump carrega desde seu primeiro mandato, ganhou um novo nível de seriedade após os recentes eventos geopolíticos no início de 2026, particularmente a invasão da Venezuela e a prisão de Nicolás Maduro. Em suas declarações online, o republicano conectou explicitamente a necessidade de controle sobre a Groenlândia a uma postura de força global, criticando aliados e exaltando o poderio militar norte-americano.
Ele não apenas reiterou que o território "precisa ser adquirido", como também pressionou a Dinamarca e seus aliados europeus a "fazerem a coisa certa". A retórica marca uma escalada significativa nas ambições territoriais declaradas do governo Trump, que completa um ano nesta nova gestão.
Reunião na OTAN e críticas ao Reino Unido
Entre os detalhes revelados nas publicações, Trump informou ter mantido uma "ótima conversa telefônica" com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, especificamente sobre a Groenlândia. Como resultado, foi acordada uma reunião das partes envolvidas para discutir o assunto durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.
Em um ataque direto a um aliado histórico, o presidente americano também criticou o Reino Unido. Ele acusou o governo britânico de planejar "ceder a Ilha de Diego Garcia para Maurício sem qualquer motivo", referindo-se ao território que abriga uma base militar vital dos EUA. Trump qualificou a possível ação como um "ato de total fraqueza" que seria observado por China e Rússia, e usou o episódio como justificativa adicional para a necessidade de anexar a Groenlândia.
Imagem gerada por IA e simbolismo
Além dos textos, a campanha de comunicação incluiu um elemento visual provocativo. Trump publicou uma imagem gerada por inteligência artificial que o mostra fincando a bandeira dos Estados Unidos no solo da Groenlândia. Na imagem simulada, ele aparece acompanhado pelo vice-presidente JD Vance e pelo secretário de Estado, Marco Rubio. A legenda da foto a descreve como "território dos EUA, estabelecido em 2026", deixando claro o objetivo simbólico e a data almejada para a concretização do plano.
Em suas declarações, Trump foi enfático ao creditar a si mesmo a reconstrução das Forças Armadas americanas e declarou: "Somos a única POTÊNCIA capaz de garantir a PAZ no mundo todo — e isso se faz, simplesmente, através da FORÇA!". A mensagem reforça a doutrina de poder que tem guiado sua política externa, agora direcionada para uma aquisição territorial que promete reconfigurar o mapa geopolítico do Ártico e testar os limites das alianças ocidentais.