Luciano Hang processa Tuca Andrada por R$ 50 mil após críticas na web
Hang processa ator Tuca Andrada por danos morais

O fundador da rede de lojas Havan, Luciano Hang, decidiu levar à Justiça o ator Tuca Andrada. A ação, que pede uma indenização por danos morais de até R$ 50 mil, foi motivada por publicações feitas pelo artista nas redes sociais. Os comentários do ator fizeram referência a um ato de vandalismo ocorrido contra uma unidade da Havan em Petrolina, Pernambuco, no final de setembro de 2025.

O pano de fundo: o incêndio criminoso e as críticas

O episódio que gerou a polêmica foi o incêndio criminoso da réplica da Estátua da Liberdade, um símbolo icônico instalado em frente às lojas da Havan e frequentemente associado ao posicionamento político do empresário. Após o ocorrido, Tuca Andrada utilizou a plataforma Threads para fazer comentários irônicos e críticos sobre o caso.

Na petição inicial, os advogados de Hang destacam duas postagens em específico. Em uma delas, o ator teria escrito: "Se essa moda pega, nosso periquitinho patriota terá prejuízo". A expressão "periquitinho patriota" é usada por críticos para ironizar a imagem pública de Hang e a simbologia da estátua. Para a defesa do empresário, a frase é ofensiva e depreciativa.

A outra publicação mencionada no processo teria dito: "Não sou a favor da barbárie, mas estou cagando que essa cafonice queime e também que o nazista morra". De acordo com a ação, o uso do termo "nazista" foi direcionado diretamente a Luciano Hang, configurando, na visão dos autores, injúria e difamação.

Contexto jurídico e decisões recentes

Este não é o primeiro processo judicial envolvendo Luciano Hang nos últimos tempos. Em outubro de 2025, o empresário foi condenado a pagar uma indenização por danos morais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A condenação foi por exibir frases ofensivas ao petista em faixas levadas por aviões no litoral catarinense.

No processo atual contra Tuca Andrada, que tramita na Justiça de Santa Catarina, Hang e a Havan sustentam que as manifestações do ator extrapolam o direito à crítica política. Eles argumentam que os comentários atingem a honra pessoal do empresário, desrespeitam a empresa e seus funcionários, e ainda estimulam hostilidade, relativizando atos de violência como o vandalismo ocorrido em Petrolina.

As repercussões e a defesa da honra

A estratégia jurídica adotada pela defesa de Hang busca enquadrar as falas de Andrada como ataques pessoais, separando-os de eventuais críticas à sua postura política ou empresarial. A petição, conforme reportado pela revista Piauí, enfatiza o caráter ofensivo dos termos utilizados e seu potencial de incitar animosidade.

O caso coloca em evidência os limites entre a liberdade de expressão e o direito à honra e à imagem no ambiente digital. Enquanto a ação segue seu curso legal, aguardando a manifestação da defesa de Tuca Andrada e decisões judiciais, o episódio reacende o debate sobre o tom das discussões políticas nas redes sociais e suas consequências jurídicas.

A expectativa agora é pelo desenrolar do processo, que definirá se os comentários do ator são passíveis de indenização ou se serão entendidos como uma crítica permitida no âmbito do debate público.