Trump Anuncia Acordo de Paz Próximo na Ucrânia Antes de Encontro com Zelensky
Trump diz que paz na Ucrânia está próxima antes de reunião com Zelensky

Trump Declara que Acordo de Paz para Ucrânia Está Próximo em Declaração em Davos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração otimista sobre o conflito na Ucrânia durante sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos. Em cerimônia realizada nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, o líder republicano afirmou que acredita que um acordo de paz para a Ucrânia está muito próximo, gerando expectativas sobre o possível fim da guerra que se arrasta há quase quatro anos.

Reunião com Zelensky Ocorre em Meio a Declarações Polêmicas

A declaração foi feita pouco antes de uma reunião marcada com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que ocorreria ainda no mesmo dia. Segundo informações de porta-vozes, o encontro entre os dois líderes aconteceu às margens do Fórum Econômico Mundial, com o objetivo de avançar nas negociações para o término do conflito.

Trump, no entanto, não poupou críticas ao aliado ucraniano durante suas declarações. Questionado sobre os motivos que ainda impedem a concretização de um acordo de paz, o presidente americano foi direto: "Zelensky". Esta não é a primeira vez que o republicano responsabiliza o líder ucraniano pela falta de progresso nas negociações, criando um clima de tensão mesmo antes do encontro bilateral.

Guerra que Parecia Fácil se Mostra a Mais Difícil, Reconhece Trump

Em um momento de rara autocrítica, o presidente americano ponderou sobre a complexidade do conflito: "Aquela que achava que seria fácil acabou sendo provavelmente a mais difícil" de encerrar, referindo-se especificamente à guerra na Ucrânia. A declaração contrasta com o otimismo inicial demonstrado pela administração Trump em relação à capacidade de mediação no conflito.

O republicano ainda aproveitou para destacar seu histórico em resolução de conflitos, alegando ter colocado ponto final em oito disputas internacionais durante sua gestão:

  • Israel-Irã
  • Índia-Paquistão
  • Armênia-Azerbaijão
  • Congo-Ruanda
  • Camboja-Tailândia
  • Etiópia-Egito
  • Sérvia-Kosovo
  • Israel-Hamas

Contexto das Negociações e Posicionamentos Divergentes

Enquanto Trump responsabiliza Zelensky pelas dificuldades nas negociações, analistas apontam que o presidente ucraniano tem se mostrado mais disposto a fazer concessões do que seu homólogo russo, Vladimir Putin. O líder do Kremlin mantém exigências maximalistas que incluem a anexação completa da região do Donbas, posição que tem sido um dos principais obstáculos para qualquer acordo viável.

Na semana anterior às declarações em Davos, Trump havia afirmado que Putin estaria mais disposto a negociar um acordo de paz do que Zelensky, criando uma narrativa que coloca o aliado ucraniano como obstáculo ao processo de paz. Esta postura tem gerado desconforto entre diplomatas que acompanham as negociações.

Agenda de Paz e Aspirações ao Nobel

A cerimônia em Davos também serviu para o lançamento do chamado "conselho da paz", órgão criado para consolidar o cessar-fogo em Gaza e administrar o território palestino de forma interina. O mecanismo, no entanto, tem sido alvo de críticas por supostamente enfraquecer o papel das Nações Unidas, instituição que Trump criticou em discurso na véspera.

A Casa Branca tem destacado o perfil "humanista" e "pacifista" do presidente americano, que não esconde seu desejo de ganhar o Prêmio Nobel da Paz em 2025. A ambição, no entanto, sofreu um revés quando a láurea foi concedida à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, que posteriormente presenteou Trump com sua medalha do Nobel - gesto condenado pelo centro norueguês responsável pela premiação.

Enquanto as declarações em Davos ecoam pelos corredores diplomáticos, a reunião entre Trump e Zelensky segue em andamento, com expectativa de que os líderes abordem questões cruciais como concessões territoriais e garantias de segurança pós-conflito. O resultado deste encontro poderá definir os rumos das negociações de paz que, segundo o próprio Trump, estariam muito próximas de uma conclusão.