O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta quinta-feira, 22 de janeiro, uma contribuição financeira significativa ao Conselho da Paz, iniciativa liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O valor de US$ 1 bilhão, equivalente a aproximadamente R$ 5,3 bilhões, será destinado a ajudar o povo palestino e será proveniente de ativos russos congelados devido à guerra na Ucrânia, conforme declarado pelo Kremlin.
Detalhes da Contribuição e Contexto Internacional
Segundo Putin, a ideia de utilizar os ativos congelados para essa finalidade já havia sido discutida previamente com os Estados Unidos. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, destacou que a formalização legal da contribuição ainda requer negociações, incluindo o desbloqueio dos ativos, o que depende de ações por parte dos EUA. Putin afirmou que discutirá o assunto ainda nesta quinta-feira com Steve Witkoff, enviado especial de Trump para a guerra da Ucrânia, durante um encontro em Moscou.
Lançamento do Conselho da Paz em Davos
Enquanto isso, em Davos, na Suíça, Donald Trump lançou oficialmente o Conselho da Paz durante o Fórum Econômico Mundial. O órgão, criado para supervisionar a paz na Faixa de Gaza e reconstruir o território palestino, foi apresentado com críticas à ONU e um plano ambicioso de reconstrução chamado Nova Gaza. Trump será o presidente vitalício do conselho, com poder de veto, e cerca de 30 líderes mundiais já aceitaram participar, incluindo o presidente argentino Javier Milei.
Repercussões e Tensões Geopolíticas
A contribuição russa ocorre em um contexto de tensões internacionais, com a Rússia tendo seus ativos congelados após a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022. O governo russo considera essa medida ilegal, e o congelamento tem sido um ponto de conflito com a União Europeia. Paralelamente, Trump indicou que um acordo para finalizar a guerra na Ucrânia pode estar próximo, embora tenha feito declarações similares no passado sem resultados concretos.
O Conselho da Paz é visto por parte da comunidade internacional como uma tentativa de esvaziar o papel da ONU, com receios de que se torne uma ONU paralela. O plano de reconstrução de Gaza, apresentado pelo conselheiro Jared Kushner, inclui a construção de arranha-céus e visa transformar a região em uma área desmilitarizada e economicamente revitalizada.
Em resumo, o anúncio de Putin representa um movimento estratégico nas relações internacionais, enquanto o lançamento do Conselho da Paz por Trump redefine esforços de paz globais, gerando debates sobre soberania e cooperação multilateral.