O senador Flávio Bolsonaro, representante do Partido Liberal do Rio de Janeiro, teve um encontro marcante com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante um jantar de gala realizado em Jerusalém. O evento fez parte da programação da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, que reúne autoridades e personalidades de diversos países para discutir estratégias contra a discriminação religiosa.
Netanyahu destaca presença dos irmãos Bolsonaro em discurso
Na solenidade, o premiê israelense demonstrou proximidade com a família Bolsonaro ao mencionar explicitamente o senador e seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, em seu pronunciamento oficial. "Nós temos aqui membros do parlamento, incluindo dois irmãos. Eduardo e Flávio Bolsonaro, é muito bom ver vocês do Brasil", afirmou Netanyahu, dirigindo-se diretamente aos brasileiros presentes. "Estão aqui outros membros do Parlamento e convidados ilustres. Quero dar boas-vindas a todos vocês", completou o líder israelense, reforçando o clima de acolhimento e reconhecimento político.
Agenda intensa em Israel inclui compromissos políticos e religiosos
Flávio Bolsonaro desembarcou em Israel no dia 19 de dezembro, enquanto seu irmão Eduardo, que estava nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, juntou-se a ele em Jerusalém. Desde então, os dois têm participado de uma série de compromissos com autoridades israelenses e internacionais, aproveitando a viagem para fortalecer laços diplomáticos e pessoais.
Na segunda-feira, 26 de dezembro, durante o primeiro dia da conferência, Eduardo Bolsonaro fez um discurso público no qual expressou apoio incondicional a Israel e, ao final, abordou diretamente a política brasileira. "Vamos derrotá-lo [Lula]", declarou o ex-deputado, referindo-se ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Meu irmão, senador Flávio Bolsonaro, irá concorrer à presidência em outubro. Peço que o apoie", anunciou Eduardo, confirmando os planos eleitorais da família para 2026.
Eduardo ainda fez uma menção ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, justificando sua ausência na disputa. "Meu pai não poderá concorrer. Ele está na prisão por causa de Lawfare", afirmou, utilizando o termo que se refere a suposto uso estratégico do sistema legal para perseguir adversários políticos.
Momentos religiosos e simbólicos na viagem israelense
A agenda de Flávio Bolsonaro em Israel incluiu visitas a locais de grande significado religioso e histórico. O senador realizou um batismo simbólico no Rio Jordão e visitou o Muro das Lamentações, dois pontos sagrados para o judaísmo e o cristianismo. Essas ações ecoam gestos semelhantes realizados por seu pai, Jair Bolsonaro, antes de sua eleição presidencial.
Flávio registrou esses momentos em seu perfil no Instagram, compartilhando reflexões pessoais e espirituais com seus seguidores. "Já somos batizados, mas mesmo com a água congelante não poderíamos perder a oportunidade de renovar essa aliança com Deus, descendo às águas do Rio Jordão, em Israel, no mesmo local onde Jesus Cristo foi batizado", escreveu o senador.
Em outra publicação, ele conectou a experiência religiosa com suas aspirações políticas. "Mais uma vez sigo os passos do meu pai, assim como espero que um dia minhas filhas sigam os meus e os da minha esposa. Para salvar o Brasil, não há caminho possível longe de Deus. Que Deus abençoe todos aqueles que estão caminhando com muito sacrifício pela libertação do nosso Brasil", afirmou Flávio, reforçando a narrativa de uma missão divina associada ao projeto político da família.
A viagem dos irmãos Bolsonaro a Israel, portanto, mistura diplomacia, religião e campanha eleitoral, configurando-se como um marco significativo na preparação para as próximas eleições presidenciais brasileiras.