Reforma da ONU: Uma Necessidade Urgente para a Nova Ordem Mundial
A sabedoria popular ensina que mesmo das situações mais difíceis é possível extrair algum proveito. Esse pensamento pode ser aplicado ao atual cenário conturbado das relações internacionais, marcado por tensões e conflitos que desafiam a estabilidade global. Em meio a esse contexto, surge a discussão sobre a reformulação da Organização das Nações Unidas, uma instituição que, apesar de seus nobres propósitos, enfrenta dificuldades para impor a paz e a ordem no mundo.
O Envelhecimento de uma Instituição Nascida no Pós-Guerra
Criada no calor do fim da Segunda Guerra Mundial, a ONU envelheceu e hoje clama por reajustes urgentes. Seus ideais de paz e cooperação internacional parecem distantes da realidade, especialmente quando observamos os conflitos que persistem em diversas regiões do planeta. O entrave mais evidente reside no Conselho de Segurança, um colegiado poderoso composto por cinco países que, frequentemente, têm responsabilidades diretas ou indiretas nos próprios conflitos que deveriam mediar.
A Ampliação do Conselho de Segurança: Uma Questão de Representatividade
Especialistas defendem que a ampliação do número de cadeiras no Conselho de Segurança é fundamental para criar uma ordem política mais justa entre os países. A proposta visa dar abrigo e direito de voto a todos os povos, transformando-os em eleitores permanentes, e não meramente fortuitos ou acidentais. Atualmente, nos momentos críticos, a palavra final no plenário da ONU carrega sotaques inglês, francês, russo ou chinês, excluindo outras vozes essenciais para decisões globais.
O Papel do Brasil e a Postura de Donald Trump
O Brasil tem levantado uma voz ativa em defesa da reestruturação do Conselho de Segurança há décadas, desde governos como os de Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e Fernando Henrique Cardoso. Essa posição se soma a de muitas outras delegações que integram a ONU, buscando maior representatividade. Em contraste, figuras como o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstraram aversão a instituições internacionais, incluindo a ONU. Sua antipatia se refletiu em iniciativas como o Conselho da Paz, que envolveu 60 países para reconstruir Gaza, mas excluiu os palestinos, principais interessados no processo.
Tensões entre Potências e a Divisão do Globo
Nos dias atuais, a necessidade de reforma se torna ainda mais premente, com três membros influentes do Conselho de Segurança – Estados Unidos, Rússia e China – ensaiando transformar o globo em um território de disputas. Os russos avançam sobre a Ucrânia e outros satélites, a China demonstra ambições sobre Taiwan e ilhas colonizadas pelo Japão, e os Estados Unidos buscam ampliar sua influência, inclusive na Groenlândia e na América Latina, vista por Trump como um quintal inacessível a não-ianques. Essas tensões destacam a urgência de uma ONU reformada, capaz de mediar conflitos e promover uma convivência pacífica entre nações.