Alckmin garante que Brasil seguirá com processo interno do acordo Mercosul-UE
Alckmin: Brasil segue com processo interno do acordo Mercosul-UE

Alckmin reafirma compromisso do Brasil com acordo Mercosul-União Europeia

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, declarou nesta quinta-feira, 22 de fevereiro, que o governo brasileiro manterá o processo interno para assegurar a vigência provisória do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. A afirmação ocorreu durante uma reunião com o senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal.

Contexto do acordo e desafios recentes

Na quarta-feira anterior, o Parlamento Europeu encaminhou o acordo para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, uma medida que, na prática, pode resultar em atrasos significativos na implementação do tratado comercial. Este movimento reflete debates internos na Europa sobre aspectos jurídicos e ambientais do pacto.

Alckmin destacou a importância de avançar com a tramitação no Brasil, independentemente dos obstáculos no lado europeu. "O presidente Lula deve encaminhar ao Congresso a internalização do acordo e o senador Nelsinho dará toda a celeridade", afirmou o vice-presidente.

Estratégia brasileira para vigência provisória

O objetivo do governo é facilitar uma vigência provisória do acordo, permitindo que seus benefícios econômicos comecem a ser aproveitados enquanto questões judiciais são resolvidas na Europa. "Isso ajudará na Comissão Europeia, para que haja uma vigência provisória, enquanto há uma discussão na área judicial", explicou Alckmin.

Ele enfatizou que o processo interno não será interrompido. "O Brasil não vai parar, vai continuar com o processo, encaminhando o pedido ao Congresso para a internalização do acordo", reiterou, sinalizando um compromisso firme com a conclusão das etapas nacionais.

Implicações para a economia e relações internacionais

O acordo Mercosul-União Europeia é considerado um dos maiores tratados comerciais do mundo, com potencial para impulsionar setores como:

  • Agronegócio e exportações
  • Indústria e tecnologia
  • Cooperação ambiental e sustentável

A persistência do Brasil em avançar com a internalização demonstra uma postura proativa na política externa, buscando consolidar parcerias estratégicas mesmo diante de incertezas internacionais.