Uma nova e intensa onda de ataques aéreos russos contra a Ucrânia resultou em mortes, feridos e um grave colapso nos serviços essenciais em pleno inverno europeu. O presidente Volodymyr Zelensky acusou a Rússia de utilizar táticas de terrorismo ao mirar deliberadamente a infraestrutura civil no período mais frio do ano.
Ofensiva com drones deixa rastro de destruição
As Forças Armadas da Ucrânia relataram que, ao longo do final de semana, a Rússia lançou uma barragem de aproximadamente 150 drones de combate contra vinte localidades diferentes no país. Os alvos principais foram as regiões de Kharkiv, Kherson, Zaporizhzhya e Dnipropetrovsk.
Os sistemas de defesa antiaérea ucranianos conseguiram interceptar 125 dos veículos aéreos não tripulados. No entanto, pelo menos 25 drones atingiram seus objetivos, causando danos significativos. O saldo da ofensiva foi de pelo menos quatro pessoas mortas e mais de vinte feridas.
Infraestrutura civil no alvo durante o frio intenso
As consequências dos bombardeios foram severas para a população civil, especialmente no sul do país. Na região de Zaporizhzhya, as redes de energia, gás e água sofreram danos críticos. Estimativas das autoridades locais indicam que mais de 385.000 residências ficaram sem abastecimento elétrico.
Esta crise ocorre em um momento de temperaturas extremamente baixas, com termômetros marcando abaixo dos 10 graus Celsius negativos na área. O presidente Zelensky foi enfático em suas redes sociais, afirmando que a Rússia escolheu o momento de frio congelante para maximizar o sofrimento da população.
“Eles esperaram deliberadamente pelo clima congelante para piorar a situação do nosso povo. Isso é um terrorismo russo deliberado e cínico, especificamente contra civis”, declarou o líder ucraniano.
Escala da ofensiva e contexto das negociações
Zelensky também revelou números alarmantes sobre a intensificação dos ataques na semana. Segundo ele, as forças russas dispararam contra a Ucrânia quase 1.100 drones, 890 bombas inteligentes e mais de cinquenta mísseis balísticos e de cruzeiro.
Esta escalada militar acontece em um cenário geopolítico sensível, marcado pelas negociações de paz que também envolvem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A destruição de infraestrutura não militar em larga escala é vista como uma tentativa de pressionar o governo ucraniano e aterrorizar a população, minando a resistência durante os meses mais difíceis do ano.
A comunidade internacional acompanha com preocupação a deterioração humanitária no país, enquanto os combates continuam a ceifar vidas e agravar a crise para milhões de civis presos no conflito.