Secretário e servidora são afastados em operação contra esquema criminoso em Itagibá, BA
Afastados em operação contra esquema criminoso em Itagibá

Secretário e servidora da Controladoria são afastados em operação contra esquema criminoso na Bahia

Um secretário e uma servidora da Controladoria do município de Itagibá, localizado no sudoeste do estado da Bahia, foram afastados de seus cargos nesta terça-feira, 27 de agosto. O afastamento ocorreu durante uma operação policial que investiga um esquema criminoso estruturado, voltado para a execução irregular de contratos de prestação de serviços firmados entre a prefeitura e empresas privadas.

Operação cumpre mandados em quatro municípios

A operação resultou no cumprimento de quinze mandados de busca e apreensão, distribuídos pelos municípios de Itagibá, onde foram realizadas sete ações, Dário Meira com quatro, Ipiaú com três e Jequié com uma. Durante as buscas, as autoridades apreenderam diversos itens, incluindo celulares, documentos, computadores e aproximadamente R$ 70 mil em espécie. Esses materiais serão submetidos a perícia e podem contribuir significativamente para o aprofundamento das investigações em andamento.

Justiça bloqueia bens e valores dos investigados

Além das apreensões, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 2 milhões em bens e valores para cada um dos investigados. Os nomes dos envolvidos foram divulgados oficialmente, embora o g1 Bahia ainda não tenha conseguido estabelecer contato com a Prefeitura de Itagibá ou com as defesas dos investigados até o momento da última atualização desta reportagem.

Esquema envolvia direcionamento contratual e violações à licitação

As investigações conduzidas pela polícia apontam indícios claros de direcionamento contratual e de contratações reiteradas com base na inexigibilidade de licitação, em possível violação à legislação vigente. De acordo com as apurações, houve uma atuação coordenada entre agentes públicos e representantes de duas empresas privadas de consultoria, que mantinham vínculos diretos com os contratos sob investigação.

Grupo criminoso apresentava divisão de tarefas e ocultação de recursos

Segundo a polícia, o grupo criminoso operava com uma divisão de tarefas bem definida, estabilidade e mecanismos voltados especificamente para a ocultação e o desvio de recursos públicos. Esses recursos eram originados de contratos supostamente superfaturados, indicando uma prática sistemática de corrupção. As investigações continuam em andamento, com o objetivo de identificar outros recursos possivelmente desviados e eventuais novos suspeitos que possam ter integrado o esquema criminoso.