Israel ataca alvos do Hamas e Hezbollah no Líbano após alertas de retirada
Israel ataca Hamas e Hezbollah no Líbano nesta segunda

As forças de defesa de Israel iniciaram uma nova onda de ataques nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, contra alvos que identificaram como pertencentes aos grupos extremistas Hamas e Hezbollah em território libanês. A ação militar ocorreu após o Exército israelense emitir alertas de evacuação para residentes de quatro aldeias no leste e sul do país.

Alvos e áreas afetadas pelos ataques

Um porta-voz militar israelense havia declarado anteriormente que o plano era conduzir uma ofensiva contra a infraestrutura militar das organizações extremistas. As operações se concentraram especificamente nas aldeias de Hammara e Ain el-Tineh, na região leste do Líbano, e em Kfar Hatta e Aanan, na porção sul do país. Os alertas de retirada para civis foram um prelúdio aos bombardeios que se seguiram.

Contexto do frágil cessar-fogo

Esta escalada ocorre em um cenário de tensão crescente, mesmo após um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em novembro de 2024. Aquele acordo pôs fim a mais de um ano de confrontos diretos entre Israel e o Hezbollah, conflitos que, segundo análises, enfraqueceram o grupo apoiado pelo Irã. No entanto, desde a trégua, ambas as partes têm se acusado mutuamente de violar os termos do entendimento.

O Líbano enfrenta uma pressão internacional crescente, principalmente de Washington e do próprio Israel, para avançar com o desarmamento do Hezbollah. Líderes libaneses temem que Tel Aviv intensifique ainda mais os ataques em um país já devastado, como uma estratégia para forçar o confisco do arsenal do grupo de forma mais rápida. De fato, Israel ampliou a frequência e o escopo dos ataques contra alvos no Líbano ao longo do último mês.

Apelos internacionais e cenário regional

A situação no Líbano chamou a atenção da comunidade internacional. Em visita a Beirute no início de dezembro, o papa Leão 14 fez um apelo público pelo fim dos ataques e de todas as hostilidades entre os dois países vizinhos. Seu pedido, contudo, não foi suficiente para conter a nova escalada militar.

Enquanto isso, a política interna libanesa segue complexa e frágil. A notícia dos ataques israelenses coincide com outros eventos significativos na região, como a posse de deputados venezuelanos, também nesta segunda-feira (5), em um contexto político distinto, mas que reflete a instabilidade mais ampla.

O conflito entre Israel e o Hezbollah representa uma das fronteiras mais voláteis do Oriente Médio, com potenciais implicações regionais. A decisão de Israel de retomar ataques diretos indica que a janela de diálogo pode estar se fechando, aumentando o risco de uma guerra em maior escala.