Captura de Maduro: Direita brasileira celebra ação dos EUA e mira Lula
Políticos de direita reagem à captura de Maduro pelos EUA

A notícia da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, durante uma incursão militar no país, gerou reações imediatas e celebratórias entre políticos de direita no Brasil neste sábado, 3 de janeiro de 2026.

Reações de parlamentares à prisão do chavista

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi um dos primeiros a se manifestar. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que Maduro é um líder de um grupo de chefes de esquerda da América Latina e que sua prisão terá impacto direto em outros governantes da região. "O regime venezuelano é o pilar financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo", escreveu o parlamentar. "Com a captura de Maduro vivo, agora Lula, Petro e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis", completou, referindo-se ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e ao mandatário colombiano, Gustavo Petro.

Outra voz de peso da direita, o ex-ministro de Jair Bolsonaro e presidente do PP, Ciro Nogueira, também comemorou o fato. Em sua rede social, ele declarou o fim de uma era. "Acabou o tempo em que o ditador Maduro era tratado com um respeito que jamais mereceu", afirmou Nogueira. "Acabou o tempo de honras de chefe de Estado e homenagens ao opressor de seu próprio povo. Acabou a ditadura de Maduro na Venezuela", completou em sua mensagem.

Novas vozes da direita e reações no Congresso

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), considerado uma das novas vozes mais influentes do bolsonarismo, optou por uma mensagem em inglês. Ele desejou que "todos os ditadores da América Latina, sejam presidentes ou juízes, tenham o mesmo destino" que Maduro, acompanhando o texto com a hashtag que celebrava a ação norte-americana.

Já o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Filipe Barros (PL-PR), usou termos contundentes para se referir ao líder venezuelano, chamando-o de "narco-regente do terror". Barros defendeu que a ação militar foi uma reação "necessária e louvável" por parte do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que confirmou o ataque. "Tenho certeza que este 3 de janeiro é um novo dia da independência para o povo da Venezuela", escreveu, alertando ainda para que o presidente Lula não tente acolher o que chamou de "ditador".

O senador Sergio Moro (União-PR) também se manifestou de forma concisa, classificando o ocorrido como positivo. "O fim de Maduro, o tirano de Caracas. Melhor para Venezuela e para o mundo", publicou em sua conta.

Contexto e desdobramentos políticos

A operação militar norte-americana, confirmada por Donald Trump, resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, que foram retirados do território venezuelano. O evento, de grande magnitude geopolítica, reacende instantaneamente o debate sobre a influência dos Estados Unidos na América Latina e as fissuras ideológicas dentro do próprio continente.

As declarações dos políticos brasileiros refletem um alinhamento claro com a política externa intervencionista e deixam evidente a tentativa de pressionar internamente o governo Lula, associando-o ao regime chavista agora deposto. O tom das mensagens sugere que o episódio será utilizado como um trunfo político no cenário doméstico, potencialmente acirrando os ânimos entre o governo e a oposição no Congresso Nacional.

O futuro de Maduro sob custódia norte-americana e as reações formais do governo brasileiro e de outras nações latino-americanas são os próximos capítulos a serem observados nesta crise que altera abruptamente o equilíbrio de poder na região.