Os Estados Unidos executaram uma série de ataques aéreos de grande magnitude contra posições do grupo terrorista Estado Islâmico em território sírio neste sábado, 10 de janeiro de 2026. A ação militar foi confirmada através de um comunicado oficial do Comando Militar norte-americano nas redes sociais.
Resposta a ataque terrorista
A investida, batizada como parte da Operação Hawkeye, é uma retaliação direta a um ataque ocorrido em 13 de dezembro na cidade de Palmira, no centro da Síria. Na ocasião, um comboio que transportava soldados dos EUA e forças sírias foi alvo dos jihadistas, resultando na morte de dois militares americanos e um intérprete civil. Vários outros soldados ficaram feridos durante o incidente.
O comunicado das forças armadas dos EUA foi claro ao afirmar que "os ataques tiveram como alvo o Estado Islâmico em toda a Síria", caracterizando a ação como sendo de "larga escala". No entanto, as autoridades militares não divulgaram estimativas sobre o número de baixas entre os terroristas ou o grau de destruição infligido aos alvos.
Forças envolvidas e contexto local
A operação contou com o poderio do Grupo de Ataque do Porta-Aviões Gerald R. Ford, que incluiu o navio-almirante USS Gerald R. Ford (CVN 78), os contratorpedeiros USS Winston S. Churchill (DDG 81), USS Mahan (DDG 72) e USS Bainbridge (DDG 96), além dos caças embarcados F/A-18E/F Super Hornets.
O cenário político na Síria adiciona complexidade ao contexto da operação. O país é atualmente governado por uma coalizão de ex-rebeldes que derrubou o regime do ditador Bashar al-Assad em 2025. Este novo governo sírio, que conta com a colaboração de forças de segurança locais em algumas ações norte-americanas, inclui membros que anteriormente estiveram ligados à rede terrorista Al Qaeda.
Presença militar e silêncio oficial
Os Estados Unidos mantêm aproximadamente 1.000 militares em solo sírio. Apesar da magnitude dos ataques reportados, o Departamento de Estado norte-americano ainda não se pronunciou oficialmente sobre a operação deste sábado, deixando o Comando Militar como a única fonte de informação até o momento.
A falta de detalhes sobre baixas e danos materiais é uma prática comum em operações antiterrorismo, mas ressalta a natureza contínua e complexa do conflito na região. A ação reforça o compromisso militar dos EUA em combater o Estado Islâmico, mesmo após mudanças significativas no governo do país onde os terroristas atuam.