Universidade Federal do Delta do Parnaíba renova sinalização de banheiros para promover inclusão de pessoas trans e não binárias
A Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) realizou, na quinta-feira, 29 de janeiro, uma ação significativa de atualização da identificação dos banheiros em seu campus. A iniciativa foi realizada em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado desde 2004 no Brasil para promover direitos e combater o preconceito contra pessoas trans.
Detalhes da ação de sinalização inclusiva
Um vídeo divulgado pela instituição mostra estudantes substituindo as sinalizações tradicionais e colando cartazes com a frase: “Discriminação por orientação sexual e identidade de gênero é ilegal e acarreta multa.” Segundo a universidade, a ação buscou reafirmar o compromisso com a inclusão, o acolhimento e a garantia de direitos para todos os membros da comunidade acadêmica.
Na legenda da publicação, a UFDPar afirmou que “respeito também se expressa nos espaços que compartilhamos” e destacou a construção de um ambiente universitário “mais justo, plural e humano”.
Como ficaram as novas placas dos banheiros
Com a mudança, um dos espaços passou a ser identificado como banheiro feminino “para mulheres cis, mulheres trans e pessoas não binárias”, enquanto outro recebeu a denominação de banheiro masculino “para homens cis, homens trans e pessoas não binárias”. As novas placas substituíram os adesivos tradicionais de “masculino” e “feminino”.
Além disso, as sinalizações incluem um QR code que direciona para uma resolução federal sobre o tema, facilitando o acesso a informações legais e educativas sobre direitos e proteções contra discriminação.
Contexto e importância da iniciativa
O Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro, tem como objetivo central promover os direitos e combater o preconceito contra pessoas trans no Brasil. A ação da UFDPar se alinha a esse propósito, reforçando a importância de políticas inclusivas em instituições de ensino superior.
Esta medida reflete um movimento crescente em universidades brasileiras para criar ambientes mais acolhedores e respeitosos, garantindo que todos os estudantes, independentemente de sua identidade de gênero, possam usufruir dos espaços com dignidade e segurança.