Mais de 20 ministros deixarão governo Lula para disputar eleições em 2024
Mais de 20 ministros deixarão governo Lula para eleições

Mais de 20 ministros devem deixar o governo Lula para disputar eleições em 2024

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann do PT, confirmou oficialmente nesta quarta-feira, 21 de fevereiro, que será pré-candidata a uma vaga no Senado Federal pelo Paraná nas eleições deste ano. A declaração foi feita através das redes sociais, onde a ministra afirmou ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva.

Mudança de planos atendendo pedido de Lula

Inicialmente, Gleisi Hoffmann – que atualmente é deputada federal licenciada – planejava concorrer à reeleição para a Câmara dos Deputados. No entanto, aliados da ministra revelaram que a mudança de planos ocorreu para atender a um pedido direto do presidente Lula, que busca nomes fortes e experientes para fortalecer a bancada do partido no Senado Federal.

O anúncio de Gleisi provocou uma reação em cadeia no cenário político paranaense. Enio Verri, diretor-geral de Itaipu e ex-deputado federal, que já havia sido anunciado pelo PT do Paraná como pré-candidato ao Senado, decidiu desistir da candidatura após o pedido pessoal do presidente. Verri também esteve presente no Palácio do Planalto nesta quarta-feira, participando de reunião com Lula, Edinho Silva e a própria Gleisi Hoffmann.

Prazo legal exige saída até abril

A ministra Gleisi Hoffmann integra um grupo significativo de mais de 20 ministros que deverão deixar o governo federal para se candidatarem nas eleições de 2024. A legislação eleitoral brasileira estabelece que, para concorrer aos pleitos, os ministros precisam se desincompatibilizar de seus cargos até seis meses antes das eleições, ou seja, até o dia 4 de abril deste ano.

Lista de ministros que devem deixar o governo

Entre os nomes que devem abandonar seus cargos no primeiro escalão do governo Lula para disputar eleições, destacam-se:

  • Rui Costa (Casa Civil) – candidato ao Senado pela Bahia
  • Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação) – deixará para fazer marketing da campanha de Lula
  • Fernando Haddad (Fazenda) – avalia concorrer ao Senado ou ao governo de São Paulo
  • Camilo Santana (Educação) – candidato ao governo do Ceará
  • Renan Filho (Transportes) – candidato ao governo de Alagoas
  • André Fufuca (Esporte) – avalia Senado ou governo do Maranhão
  • Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) – planeja Senado por Pernambuco
  • Waldez Goés (Integração Nacional) – cotado para Senado pelo Amapá
  • Simone Tebet (Planejamento) – cotada para Senado por São Paulo
  • Marina Silva (Meio Ambiente) – cotada para Senado
  • Jader Filho (Cidades) – candidato a deputado federal pelo Pará
  • Carlos Fávaro (Agricultura) – candidato à reeleição para Senado por Mato Grosso
  • André de Paula (Pesca) – candidato a deputado federal por Pernambuco
  • Anielle Franco (Igualdade Racial) – avalia deputada federal pelo Rio
  • Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) – candidato à reeleição como deputado por SP
  • Marcio França (Empreendedorismo) – avalia governo ou outro cargo por SP
  • Alexandre Silveira (Minas e Energia) – planeja Senado por Minas Gerais
  • Macaé Evaristo (Direitos Humanos) – candidata a deputada estadual em MG
  • Sonia Guajajara (Povos Indígenas) – candidata à reeleição como deputada federal por SP
  • Margareth Menezes (Cultura) – Planalto avalia candidatura a deputada federal pela BA
  • Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) – deve ser candidato à reeleição como vice ou cargo por SP
  • Wolney Queiroz (Previdência Social) – candidato a deputado federal por Pernambuco

Ministros que permanecerão no governo

Dois ministros que atualmente são deputados federais já comunicaram às suas equipes que não deixarão o governo para se candidatarem nas eleições deste ano: Guilherme Boulos, que recentemente assumiu a Secretaria-Geral da Presidência, e Alexandre Padilha, que permanecerá à frente do Ministério da Saúde.

Esta movimentação política em massa representa um dos maiores realinhamentos no primeiro escalão do governo federal desde o início da gestão Lula, com impacto direto na administração pública e na estratégia eleitoral do PT e seus aliados para as eleições de outubro.