Lula avalia escalar ministros para salvar Bahia e Ceará em 2026
Lula pode escalar ministros para disputar Bahia e Ceará

Redutos petistas no Nordeste acendem alerta para Lula em 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um sinal de alerta eleitoral no Nordeste, região que historicamente tem sido crucial para suas vitórias. Com pesquisas indicando riscos de derrota em estados-chave como Ceará e Bahia, o PT está elaborando planos de contingência que podem incluir a substituição de candidatos e o envolvimento direto de ministros do governo federal.

Cenário preocupante no Ceará

No Ceará, o ex-governador Ciro Gomes, agora filiado ao PSDB, lidera as pesquisas de intenção de voto com 44,8%, superando o atual governador Elmano de Freitas (PT), que tem 34,2%. Em um eventual segundo turno, a diferença se amplia para 51,9% a 37,2%, segundo dados do Paraná Pesquisas. Ciro tem explorado temas como segurança pública, prometendo aumento salarial para policiais e destacando os graves problemas de violência urbana no estado, que ocupa o terceiro lugar no ranking nacional.

Diante desse cenário, o PT considera uma medida drástica: substituir Elmano de Freitas pelo ex-governador Camilo Santana, atual ministro da Educação. Camilo já anunciou que deixará o cargo para se dedicar à campanha, mas pode ser convocado a concorrer diretamente contra Ciro Gomes se a situação não melhorar.

Bahia também preocupa o Planalto

Na Bahia, maior colégio eleitoral do Nordeste, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) lidera as pesquisas com nove pontos de vantagem sobre o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição. Embora o PT mantenha hegemonia há quase duas décadas no estado, a ascensão de ACM Neto acionou sinais de alerta.

O plano de emergência para a Bahia envolve o ministro Rui Costa, chefe da Casa Civil e ex-governador do estado. Costa não descarta a possibilidade de concorrer, visando fortalecer sua posição para uma futura disputa pela sucessão de Lula. Enquanto isso, a direção do PT busca conter rumores e afirmar apoio a Jerônimo, mas a avaliação final caberá ao próprio presidente.

Impacto estratégico para a reeleição

Desde 2006, o Nordeste tem sido a região que proporcionalmente mais votos entrega ao PT e a Lula. Qualquer retrocesso nessa área pode comprometer seriamente o projeto de reeleição do presidente em 2026. O partido está montando um grupo de trabalho para diagnosticar o cenário eleitoral em todo o país, com atenção especial aos casos do Ceará e da Bahia.

As decisões finais sobre estratégias de campanha, incluindo possíveis trocas de candidatos, serão tomadas por Lula, que tradicionalmente centraliza as definições políticas. O objetivo é claro: preservar a hegemonia regional e garantir os votos necessários para um quarto mandato.