Flávio Bolsonaro enfrenta rejeição de quase 50% em cenário presidencial, aponta levantamento
Uma nova pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, coloca o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma posição delicada para uma eventual disputa pela Presidência da República. O estudo revela que o parlamentar é rejeitado por 47,4% do eleitorado, um índice que se configura como um dos principais obstáculos em sua trajetória política.
Ranking de rejeição coloca Flávio atrás apenas de Bolsonaro e Lula
Os dados mostram que, no quesito rejeição, Flávio Bolsonaro fica atrás apenas do ex-presidente Jair Bolsonaro, que registra 50% de rejeição, e do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 49,7%. Em quarto lugar aparece Renan Santos, do recém-fundado partido Missão, com 45,6% de rejeição.
Esse desempenho é considerado problemático para o senador, que trava uma disputa interna nos bastidores com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pela representação da centro-direita e da direita na eleição contra Lula. Tarcísio apresenta uma rejeição seis pontos percentuais menor, de 41,1%, o que pode ser um fator decisivo em um possível segundo turno apertado.
Cenários de intenção de voto mostram crescimento do senador
A pesquisa apresentou quatro cenários de intenção de voto para a disputa presidencial de outubro deste ano. No cenário em que Flávio Bolsonaro é colocado como o principal candidato do bolsonarismo, sem a opção de Tarcísio, ele conta com 35% das intenções de voto. Esse número representa um aumento de seis pontos percentuais em relação à última pesquisa, realizada em dezembro.
Nesse mesmo cenário, o parlamentar fica atrás apenas de Lula, que soma 48,8% das intenções. Já no cenário sem Flávio e com Tarcísio no lugar, o governador de São Paulo aparece com 28,4%, enquanto Lula sobe para 48,5%.
Metodologia e contexto político da pesquisa
O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 20 de janeiro, ouvindo 5.418 pessoas em todo o país. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, o que confere robustez estatística aos resultados.
O nome de Flávio Bolsonaro foi apontado para a disputa presidencial a partir de uma decisão de Jair Bolsonaro no início de dezembro do ano passado. Essa movimentação fez com que alguns caciques do Centrão se afastassem, criando um cenário de possíveis candidaturas à direita que podem fragmentar a oposição a Lula na corrida eleitoral.
Entre os menos rejeitados da lista, destacam-se o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com 36,9%, e os governadores Ratinho Jr. do Paraná (39,9%) e Ronaldo Caiado de Goiás (40,7%). A alta rejeição de Flávio Bolsonaro, portanto, continua sendo um desafio significativo em sua busca por uma candidatura viável em 2026.