Governo do Rio perde cinco secretários para eleições de 2026; saída prevista para 1º de março
Cinco secretários deixam governo do Rio para eleições de 2026

Governo do Rio terá mudança com saída de cinco secretários para eleições de 2026

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, que ao menos cinco secretários de seu governo deixarão os cargos para se candidatar às eleições deste ano. A data prevista para o desligamento dos parlamentares é 1º de março, conforme determina a legislação eleitoral.

Quem são os secretários que vão concorrer às eleições

Em entrevista ao portal de notícias g1, Castro confirmou a saída dos seguintes secretários:

  • Gustavo Tutuca (PP): secretário de Estado de Turismo, líder de um clã político tradicional no interior do Rio e no quarto mandato consecutivo como deputado estadual. Já havia comandado a pasta entre 2020 e 2022.
  • Rosangela Gomes (PR): secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, eleita deputada federal três vezes consecutivas desde 2014. Foi a primeira mulher negra a ocupar cargo na mesa diretora da Câmara em 2021.
  • Bruno Dauaire (União): secretário de Habitação de Interesse Social, natural de Niterói e no terceiro mandato consecutivo de deputado estadual. Focou na pauta de Segurança Pública na Assembleia Legislativa.
  • Anderson Moraes (PL): secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, empresário e no segundo mandato na Alerj. Apoiador de Jair Bolsonaro, defende empreendedorismo e redução de impostos.
  • Douglas Ruas (PL): secretário de Estado das Cidades, filho do prefeito de São Gonçalo e inspetor da Polícia Civil. Foi eleito deputado estadual em 2022.

Posicionamento de Cláudio Castro e linha sucessória

O governador lembrou que todos os secretários que saem são parlamentares e fazem esse movimento devido à lei eleitoral, que exige a desincompatibilização para candidaturas. Castro, que mira uma vaga no Senado em outubro, ainda não confirmou quando deixará o Palácio Guanabara. Ele trabalha para emplacar o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, no mandato-tampão que será aberto após sua saída.

Se confirmada a saída de Cláudio Castro, o comando do estado deverá ser assumido inicialmente pelo presidente do Tribunal de Justiça fluminense, o desembargador Ricardo Couto de Castro. Em seguida, o magistrado terá trinta dias para convocar eleições indiretas, onde a Assembleia Legislativa votaria para eleger o sucessor.

Isso ocorre porque o vice-governador Thiago Pampolha, primeiro na linha sucessória, deixou o cargo neste ano por uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. O segundo da lista, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), está em prisão domiciliar após ser alvo da Polícia Federal, e também não poderia herdar a cadeira.

O anúncio marca um momento de transição política no estado do Rio de Janeiro, com impactos diretos na administração pública e no cenário eleitoral de 2026.