Investidores estrangeiros começaram 2025 com participação recorde no mercado acionário dos Estados Unidos, de acordo com relatório do Goldman Sachs. Segundo a instituição, estrangeiros detêm atualmente cerca de US$ 21,3 trilhões em ações americanas, montante que representa aproximadamente 18% de todo o mercado de ações dos EUA. A alocação internacional em ativos americanos atingiu 63%, o maior nível já registrado e superior ao observado durante a bolha das empresas ponto-com no início dos anos 2000.
Fatores por trás do recorde
O levantamento mostra que o peso das ações americanas nas carteiras globais aumentou significativamente nos últimos anos, impulsionado principalmente pela valorização das grandes empresas de tecnologia e inteligência artificial, além do desempenho superior de Wall Street em relação a outros mercados desenvolvidos. Segundo o Goldman Sachs, esse nível recorde amplia a relevância dos fluxos internacionais para o comportamento das bolsas americanas, uma vez que a presença estrangeira no mercado está acima da média histórica.
Movimentos recentes de vendas
Desde março de 2025, investidores estrangeiros retiraram cerca de US$ 63 bilhões de ações americanas, com vendas concentradas sobretudo na Europa, embora outras regiões ainda mantenham compras líquidas. Apesar desse movimento, o volume total de participação estrangeira permanece em patamar historicamente elevado.
Perspectivas históricas
Além disso, o banco destaca que, desde 1980, houve dez episódios semelhantes de redução significativa da exposição estrangeira ao mercado acionário americano. Em média, esses movimentos representaram vendas equivalentes a 0,6% do valor total das bolsas dos EUA, o que corresponderia hoje a aproximadamente US$ 300 bilhões.
O relatório do Goldman Sachs ressalta que a participação estrangeira recorde reforça o peso global de Wall Street e a interdependência dos mercados financeiros internacionais. A continuidade desse fluxo será crucial para a dinâmica futura das bolsas americanas.



