O lutador e professor de jiu-jítsu Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, desembarcou em São Paulo na madrugada desta sexta-feira (8) após ser transferido do Amazonas para a capital paulista. Ele chegou em um voo comercial da Latam no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na Grande São Paulo.
Prisão e investigação
Melqui Galvão foi preso no fim de abril após denúncias de abuso sexual envolvendo ao menos três vítimas, entre elas uma adolescente de 17 anos. A prisão temporária foi decretada pela Justiça após investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. Ele foi detido em Manaus, e a transferência foi autorizada pela Justiça a pedido da Polícia Civil do Amazonas.
A TV Globo solicitou informações à Secretaria da Segurança Pública (SSP) sobre o destino de Galvão, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Detalhes das denúncias
As investigações apontam que o caso começou a ser apurado após uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do treinador, denunciar atos libidinosos não consentidos durante uma competição esportiva realizada fora do país. A vítima reside atualmente nos Estados Unidos e foi ouvida pelas autoridades junto com familiares.
A 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) reuniu relatos de ao menos três vítimas. Conforme a polícia, os denunciantes entregaram uma gravação em que o investigado admitiria indiretamente os fatos e tentaria impedir que o caso fosse levado adiante mediante promessa de compensação financeira.
Durante a investigação, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados do país. Em um dos relatos, a vítima afirmou ter 12 anos à época dos fatos.
Perfil do investigado
Melqui Galvão é conhecido no meio esportivo como faixa preta e treinador de jiu-jitsu, sendo responsável por uma academia na Zona Norte de Manaus. Ele também atuava como instrutor de defesa pessoal na Polícia Civil do Amazonas. Segundo a PC-AM, o servidor é efetivo da instituição e estava lotado no setor de capacitação, onde ministrava treinamentos de defesa pessoal. Diante da gravidade das denúncias, ele foi afastado cautelarmente das funções até a conclusão das investigações.
Por também ser policial civil, até esta quinta, Melqui esteve detido em uma cela especial na Delegacia Geral (DG) da Polícia Civil do Amazonas.
Circunstâncias da prisão
De acordo com a polícia, Melqui havia viajado para o Amazonas menos de 24 horas antes da prisão. Após contato entre as corporações, ele se apresentou às autoridades em Manaus, onde teve o mandado cumprido. Além da prisão temporária, a polícia cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado em Jundiaí, no interior de São Paulo.
A Polícia Civil do Amazonas informou ainda que as investigações relacionadas ao caso continuam em Manaus, com depoimentos presenciais e virtuais para apurar possíveis crimes.



