O BTG Pactual, banco comandado por André Esteves, reportou um lucro ajustado de R$ 4,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um crescimento expressivo de 42% em comparação ao mesmo período do ano anterior e de 4,3% ante o trimestre imediatamente anterior. O resultado, considerado recorde, foi impulsionado pelo forte avanço da carteira de crédito e das áreas de gestão de ativos e patrimônio, conforme balanço divulgado nesta segunda-feira (11).
Desempenho financeiro e rentabilidade
O ROAE (retorno sobre o patrimônio líquido médio), indicador que mede a lucratividade dos bancos, atingiu 26,6%, representando uma alta anual de 3,4 pontos percentuais. No entanto, houve uma leve queda de 1 ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2025. Em comunicado, Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, destacou: "Entregamos mais um trimestre de resultados recordes, mesmo diante de um cenário mais desafiador ao longo do período, marcado por maior volatilidade nos mercados e tensões geopolíticas."
Receita e carteira de crédito
A receita total da instituição somou R$ 10 bilhões no trimestre, considerando a consolidação do Banco Pan, o que representa um aumento de 34,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A carteira de crédito total alcançou R$ 355 bilhões, com crescimento anual de 24% e trimestral de 8,5%. Esse avanço foi puxado principalmente pelos empréstimos a grandes empresas, que geraram receita recorde de R$ 2,3 bilhões no trimestre, alta de 20,7% na comparação anual.
Considerando o Banco Pan, os empréstimos a pessoas físicas chegaram a R$ 73,6 bilhões, um aumento de 14,1% no trimestre, impulsionado pelo crédito consignado e financiamento de veículos. O banco afirmou: "Mantivemos o foco em qualidade e disciplina na originação, apoiados por uma base de funding estável e bem diversificada. Esse desempenho reflete a força da nossa marca e a confiança fiduciária dos nossos clientes, mesmo em um ambiente de mercado mais incerto."
Destaques em assessoria e gestão
Outro ponto de destaque foi o braço de assessoria a emissões de ativos e captações no mercado para grandes empresas. A receita dessa área saltou 65%, alcançando R$ 628 milhões no início do ano, impulsionada pelas dívidas corporativas. No trimestre, o BTG Pactual coordenou a emissão de R$ 4 bilhões em debêntures verdes da Neoenergia e o CRA verde de R$ 750 milhões da Caramuru.
A área de gestão de ativos atingiu R$ 1,31 trilhão em ativos sob gestão e administração, um crescimento anual de 28,1%, impulsionado pela captação líquida de R$ 47,9 bilhões. As receitas desse segmento somaram R$ 783,4 milhões no período, alta de 6,5% na comparação anual.
Gestão de patrimônio e fortunas
A gestão de patrimônio e fortunas registrou receita recorde de R$ 1,5 bilhão no trimestre, alta de 44,6% em relação ao ano anterior, impulsionada pelo maior nível de atividade dos clientes. A captação líquida totalizou R$ 34,9 bilhões, encerrando março com um total de ativos de R$ 1,28 trilhão.
Raio-X do BTG Pactual no 1º trimestre de 2026
- Lucro: R$ 4,8 bilhões
- Rentabilidade (ROAE): 26,6%
- Funcionários: 12 mil
- Concorrentes: XP, Santander, Itaú, Bradesco



