Vigília sob frio extremo homenageia enfermeiro morto por agentes do ICE
Mesmo enfrentando temperaturas gélidas de -23°C, uma multidão de moradores se reuniu em Minneapolis para prestar homenagem a Alex Pretti, um enfermeiro de 37 anos que perdeu a vida após ser morto por agentes do ICE, a polícia federal de imigração dos Estados Unidos. O ato de solidariedade transformou-se em um símbolo de resistência contra a violência federal e em defesa dos direitos humanos.
Flores, velas e protesto contra a violência
Em frente ao hospital onde Alex trabalhava, flores, velas e cartazes com mensagens emocionantes se acumulavam. Frases como "isso não é a América" e "ele deu a vida para proteger a nossa liberdade" destacavam a indignação da comunidade. Lauren, uma das participantes, dirigiu por trinta minutos até o local e levou sanduíches e chá quente para aqueles que permaneciam na vigília.
"Eu senti que precisava vir. O que eles estão fazendo é terrível. Estão destruindo o espírito de Minnesota", afirmou Lauren, refletindo o sentimento de muitos presentes. A dedicação de Alex aos veteranos que atendia foi lembrada com carinho, com bilhetes que diziam: "Ele cuidou de quem serviu ao país. Agora, somos nós que cuidamos da memória dele."
Escalada de tensão em Minneapolis
A morte de Alex ocorreu em um contexto de crescente tensão em Minneapolis, onde agentes do ICE e da Patrulha da Fronteira foram enviados em número recorde: três mil. Autoridades locais descrevem a mobilização federal como a maior operação de imigração da história do país, transformando a cidade em seu epicentro.
Em semanas anteriores, outros episódios de violência envolvendo agentes federais já haviam sido registrados, incluindo a morte de uma cidadã americana e o ferimento de um venezuelano baleado na perna. Essa sucessão de casos provocou uma onda de revolta, com estabelecimentos fechando as portas, milhares de pessoas indo às ruas e cartazes exigindo a retirada do ICE da cidade.
Resposta política e demandas da comunidade
O governador Tim Waltz e o prefeito Jacob Frey acionaram a Justiça para expulsar as forças federais do estado, acusando-as de bloquear o acesso a cenas de crime e evidências, inclusive no caso de Alex. Enquanto o governo Trump mantém a operação ativa sem sinais de recuo, os moradores de Minneapolis exigem uma investigação transparente e a punição dos agentes envolvidos.
A vigília, apesar do frio extremo, tornou-se um símbolo poderoso do protesto contra a violência federal e da solidariedade com Alex. A comunidade continua a pressionar por respostas, destacando a importância de proteger os direitos e a dignidade de todos os cidadãos, independentemente de sua origem.