Motorista de aplicativo indiciado por discriminação contra cadeirante em Macapá
Motorista indiciado por discriminar cadeirante em Macapá

Motorista de aplicativo é indiciado por discriminação contra cadeirante no Amapá

A Polícia Civil do Amapá indiciou um motorista de aplicativo por discriminação contra um homem cadeirante, em um caso que ocorreu em outubro de 2025 na capital Macapá. O episódio, que envolveu recusa de transporte, ofensas verbais e ameaças, foi atendido pela 5ª Delegacia de Polícia da Capital (5ª DPC) e já teve o inquérito encaminhado à Justiça.

Detalhes do caso de discriminação na Associação dos Deficientes

O incidente aconteceu na Associação dos Deficientes Físicos do Amapá (ADFAP), localizada no bairro Central de Macapá. Segundo as investigações, o motorista se recusou a transportar a cadeira de rodas do passageiro, alegando que o veículo era pequeno e não comportava tanto a vítima quanto o equipamento essencial para sua mobilidade.

Como o passageiro não aceitou pagar a taxa de cancelamento, o condutor manteve a corrida ativa de forma irregular, impedindo que o homem chamasse outro carro pelo aplicativo. A situação escalou quando o motorista teria ofendido o passageiro com palavras pejorativas relacionadas à sua deficiência e feito ameaças, incluindo a de atropelar o cadeirante ao colocar o carro em marcha à ré.

Investigação policial e versões conflitantes

A delegada Lívia Pontes, responsável pelo caso, explicou que o motorista confirmou a recusa do transporte em seu depoimento, mas não apresentou uma justificativa plausível para tal atitude. "A cadeira é o meio de transporte dessa pessoa, não tem como ela embarcar sem essa cadeira, então essa situação gera um conflito", afirmou Pontes.

O condutor negou as ofensas e a manobra de marcha ré, alegando que as agressões partiram da vítima. No entanto, a Polícia Civil, após ouvir a vítima, testemunhas e solicitar informações à empresa do aplicativo, concluiu que a versão do cadeirante era a mais consistente com as provas coletadas.

Indiciamento e encaminhamento à Justiça

As evidências confirmaram o relato registrado no boletim de ocorrência, levando ao indiciamento do motorista por dois crimes: discriminação contra pessoa com deficiência e injúria qualificada. O inquérito já foi enviado ao Poder Judiciário para as próximas etapas processuais.

Este caso destaca questões de acessibilidade e direitos das pessoas com deficiência no Amapá, reforçando a importância do cumprimento da legislação que protege esse grupo contra atos discriminatórios no transporte e em outros serviços.