Mineração Taboca investirá US$ 100 milhões para dobrar produção no Amazonas até 2028
Taboca investe US$ 100 mi para dobrar produção no AM

Mineração Taboca anuncia ciclo de investimento de US$ 100 milhões para modernização e expansão no Amazonas

A Mineração Taboca revelou nesta quarta-feira, 28, um ambicioso plano de investimentos que totaliza US$ 100 milhões até o ano de 2028. O objetivo central é dobrar a capacidade de produção em mineração e metalurgia da Mina de Pitinga, localizada no estado do Amazonas. Este é o primeiro grande aporte financeiro desde que a empresa passou a ser administrada pela China Nonferrous Trade Co. Ltd., marcando uma nova fase estratégica para a companhia.

Detalhes do investimento e áreas de atuação

O ciclo de investimentos será distribuído em várias frentes prioritárias para garantir a modernização e a expansão das operações. A empresa planeja aplicar os recursos da seguinte maneira:

  • Pesquisa mineral: Serão destinados US$ 25 milhões até 2028 para ampliar estudos na Mina de Pitinga, reprocessar rejeitos e explorar o novo alvo Água Boa.
  • Modernização das plantas de beneficiamento: Mais de US$ 20 milhões serão investidos a partir de março de 2026, com diagnósticos e testes para atualizar equipamentos e eliminar gargalos, visando ganhos técnicos e econômicos.
  • Atualização das fundições: Um montante de US$ 43 milhões será aplicado até 2027 para ampliar a produção e elevar o padrão das unidades metalúrgicas, incluindo tecnologia mais moderna, eficiência energética e práticas ambientais atualizadas.
  • Sustentabilidade: US$ 12 milhões serão investidos em melhorias de infraestrutura e bem-estar dos trabalhadores e empresas contratadas, reforçando o compromisso com a responsabilidade social e ambiental.

Impacto na produção e na economia regional

Com esses investimentos, a Mineração Taboca espera aumentar significativamente sua capacidade produtiva. Em Pitinga, a fundição de tântalo e nióbio terá sua capacidade ampliada em 10 mil toneladas por ano, enquanto em Pirapora do Bom Jesus, a produção de estanho deve alcançar 8 mil toneladas anuais. Atualmente, a empresa produz minerais como cassiterita (estanho), columbita (nióbio e tântalo) e pirocloro (nióbio), além de apostar em minerais ligados à transição energética, como zircônio e háfnio.

José Flávio Alves, vice-presidente executivo da Mineração Taboca, destacou a importância estratégica desse ciclo: "Este ciclo de investimentos é fundamental para ampliar a competitividade da Mina de Pitinga. Mais do que aumentar a capacidade, o aporte vai impulsionar a economia do Amazonas e fortalecer o papel do Brasil na cadeia global de minerais críticos". A atividade na mina gera emprego, renda e arrecadação de impostos, com cerca de 3 mil empregados diretos no Amazonas, sendo 80% provenientes das regiões Norte e Nordeste.

Nova liderança e objetivos futuros

Na nova fase, Wan Liming assume como presidente-executivo (CEO), enquanto José Flávio Alves passa a atuar como vice-presidente executivo, responsável por sustentabilidade, governança e gestão da produção. A meta da empresa é atender ao aumento da demanda global por minerais estratégicos, posicionando-se como um player relevante na cadeia de suprimentos internacionais.

Os investimentos não apenas reforçam o trabalho já realizado na Mina de Pitinga, mas também abrem novas frentes de pesquisa e desenvolvimento. A Mineração Taboca continua a buscar novos metais ligados à transição energética, fortalecendo sua contribuição para o setor mineral brasileiro e o desenvolvimento regional do Amazonas.