Por que CEOs precisam pensar como atletas de elite em um mundo volátil
Em um cenário marcado por mudanças geopolíticas, econômicas e tecnológicas aceleradas, os líderes corporativos estão cada vez mais agindo como atletas de elite. Um estudo recente da consultoria McKinsey destaca que disciplina, resiliência e preparo físico se tornaram vantagens competitivas essenciais na liderança moderna.
O paralelo entre CEOs e atletas de alto rendimento
Assim como os recordes olímpicos evoluíram drasticamente ao longo do tempo, com Thomas Burke levando 12 segundos nos 100 metros rasos em 1896 e Usain Bolt alcançando 9,58 segundos em 2009, os CEOs enfrentam uma aceleração similar em suas demandas. O número de tarefas críticas executadas diariamente por esses líderes dobrou desde a pandemia, segundo a McKinsey.
Isso reflete um mundo corporativo fragmentado, onde incertezas geopolíticas, disrupções tecnológicas como a inteligência artificial generativa, a transição energética e demandas por autonomia da força de trabalho criam um efeito cumulativo e interconectado. Com menos tempo para reagir, os fatores de sucesso para CEOs e atletas se alinham surpreendentemente.
Disciplina e resiliência como pilares do sucesso
Pedro Zannoni, CEO da Lacoste para a América Latina e ex-tenista profissional, exemplifica essa conexão. "Para mim, o esporte não é só lazer: é parte da minha qualidade de vida e até do meu desempenho profissional", afirma Zannoni, que mantém práticas esportivas como tênis, futebol e golfe em sua rotina.
Ele destaca qualidades transferíveis do esporte para o mundo corporativo:
- Disciplina do treino
- Resiliência para lidar com momentos difíceis
- Capacidade de manter o foco sob pressão
- Trabalho em equipe, mesmo em contextos aparentemente individuais
"Foi dentro da quadra que aprendi a lidar com vitórias e derrotas, a importância de estar sempre preparado e a respeitar o adversário — lições que procuro aplicar até hoje no meu trabalho", complementa Zannoni.
A crescente interseção entre esporte e liderança corporativa
Um levantamento da Deloitte para a Confederação Brasileira de Tênis revelou que 350 dos principais presidentes de empresa no Brasil praticam tênis com regularidade, destacando a atração de esportes competitivos entre líderes. Isso reforça a ideia de que o mindset atlético, com sua ênfase em preparação contínua e superação, é um diferencial valioso no ambiente corporativo volátil.
À medida que as disrupções se intensificam, a capacidade de CEOs em adotar estratégias similares às de atletas de elite — focando em disciplina, propósito e resiliência — pode ser decisiva para navegar os desafios dinâmicos do século XXI.