Apple alerta para desafios em 2026 com alta no preço da memória RAM
Apple: alta na memória RAM pode desafiar 2026

Apesar do tom otimista durante a mais recente apresentação de resultados financeiros da Apple, o CEO Tim Cook fez uma admissão cautelosa: o ano de 2026 pode trazer desafios significativos para a gigante da tecnologia. O motivo principal é o aumento contínuo nos preços da memória RAM, um componente essencial para dispositivos eletrônicos e infraestrutura de computação.

Demanda por IA pressiona custos da memória

Vale destacar que esses componentes estão se tornando cada vez mais disputados no mercado global. Empresas de tecnologia em todo o mundo estão investindo pesadamente no desenvolvimento de infraestrutura para treinar modelos de Inteligência Artificial, o que eleva a demanda por memória RAM. Embora esse cenário não tenha afetado as margens de lucro da Apple no último trimestre, Cook afirmou que o tema pode se transformar em uma preocupação maior nos próximos meses.

"Continuamos observando um aumento significativo nos preços de mercado da memória", declarou o CEO da Apple, conforme relatado pelo site Business Insider. "Como sempre, vamos analisar diversas opções para lidar com isso. Há algumas alavancas que podemos acionar. Não sabemos se serão bem-sucedidas, mas temos várias alternativas à disposição."

Lucros recordes impulsionados pelo iPhone

Em meio a essas preocupações futuras, a Apple divulgou na quinta-feira um lucro trimestral impressionante de 42 bilhões de dólares. Esse valor representa um crescimento anual robusto de 16%, demonstrando a força contínua da empresa no mercado. O iPhone, produto carro-chefe da Apple, foi o grande protagonista, alcançando um recorde histórico de vendas.

Os dados financeiros, revelados após o fechamento de Wall Street, mostram uma receita recorde de 143,756 bilhões de dólares. Isso equivale a uma alta de 16% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho excepcional foi impulsionado principalmente pelas vendas do iPhone, que cresceram 23%, atingindo a marca de 85,269 bilhões de dólares.

Demanda sem precedentes e expansão global

"O iPhone teve seu melhor trimestre graças a uma demanda sem precedentes, com recordes em todas as regiões geográficas, e o segmento de Serviços também alcançou uma receita recorde", afirmou Tim Cook em um comunicado oficial. Durante uma videoconferência sobre os resultados, Cook atribuiu essa demanda "extraordinária" ao iPhone 17 e às versões Pro e Pro Max.

Ele destacou que a linha atual oferece o melhor desempenho, o sistema de câmeras mais avançado e a maior leveza já vistos em dispositivos da Apple. A receita com produtos da Apple, que inclui iPhone, Mac e iPad, totalizou 113,743 bilhões de dólares. Enquanto isso, a área de Serviços, englobando App Store, iCloud e Apple Music, alcançou 30 bilhões de dólares.

Crescimento em todas as regiões e balanço anual

Cook também ressaltou que há mais de 2,5 bilhões de dispositivos da Apple ativos em todo o mundo, um testemunho da penetração global da marca. Geograficamente, todas as regiões registraram crescimento nas vendas:

  • Na China e em mercados próximos, como Taiwan e Hong Kong, o aumento foi expressivo, atingindo 38%.
  • Nas Américas, que concentram a maior parte das vendas da empresa, a alta foi de 11%.

Ao final do exercício fiscal de 2025, encerrado em outubro, a Apple registrou um crescimento anual de 19% no lucro. Esse valor atingiu 112 bilhões de dólares, sustentado por um aumento de 6% na receita, que chegou ao patamar inédito de 416 bilhões de dólares. É importante notar que o ano fiscal da Apple não coincide com o ano civil, o que explica o encerramento em outubro.

Posição de destaque no mercado global

Atualmente, a Apple mantém a terceira maior capitalização de mercado do mundo, avaliada em impressionantes 3,8 trilhões de dólares. Esse status reforça a influência da empresa no cenário econômico e tecnológico internacional, mesmo diante dos desafios futuros anunciados por Cook.

Em resumo, enquanto a Apple celebra lucros recordes e uma demanda robusta por seus produtos, especialmente o iPhone, a empresa se prepara para navegar em águas potencialmente turbulentas em 2026. O aumento nos preços da memória RAM, impulsionado pela corrida pela Inteligência Artificial, representa um obstáculo que exigirá estratégias criativas e flexíveis da liderança da Apple.