Transportes lideram alta da inflação em janeiro, aponta FGV IBRE
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da quarta quadrissemana de janeiro registrou uma alta de 0,59%, segundo dados divulgados pela FGV IBRE. Esse resultado elevou a inflação acumulada em 12 meses para 4,60%, refletindo pressões significativas em setores-chave da economia brasileira.
Principais vilões do bolso do consumidor
O grupo de Transportes foi o que mais pesou no orçamento das famílias, com sua inflação acelerando de 0,86% para 1,18% na reta final do mês. Esse aumento está diretamente ligado a reajustes e altas concentradas no início do ano, incluindo o preço das passagens de ônibus em diversas cidades do país.
Educação, Leitura e Recreação continuou entre as maiores pressões inflacionárias, registrando uma alta de 1,16%. Já o grupo de Habitação ganhou força, passando de uma variação de 0,06% para 0,23%.
Outros grupos com contribuição positiva
Além dos setores mencionados, outros grupos também contribuíram para a alta geral dos preços:
- Saúde e Cuidados Pessoais: subiu 0,46%.
- Despesas Diversas: apresentou alta de 0,23%.
- Alimentação: manteve uma variação elevada de 0,70%, repetindo o ritmo da apuração anterior.
Setores que aliviaram a pressão inflacionária
Na contramão da tendência geral, alguns grupos apresentaram quedas ou estabilidade nos preços:
- Vestuário: ficou ainda mais barato, com uma queda de 0,62%.
- Comunicação: voltou a registrar estabilidade, com variação nula.
O levantamento da FGV IBRE considera os preços coletados entre 1º e 31 de janeiro, comparados aos de dezembro de 2025, oferecendo um panorama atualizado das pressões inflacionárias no início do ano.