FGC ainda não iniciou pagamentos aos credores do Will Bank; entenda as regras
FGC não pagou credores do Will Bank; veja regras de indenização

FGC ainda não começou a pagar credores do Will Bank; veja as regras para receber a indenização

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ainda não iniciou os pagamentos aos credores do Will Bank, conforme balanço divulgado na madrugada de quinta-feira, 29 de janeiro de 2026. Segundo o fundo, a demora ocorre porque a base de credores ainda não foi consolidada pela fintech, o que impede o início dos desembolsos.

Em relação ao Will Bank, o FGC estima que serão pagos aproximadamente 6,3 bilhões de reais em garantias, um valor significativo que afeta milhares de investidores. Essa situação destaca a importância de entender as regras atualizadas de proteção para os Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

Mudanças nas regras de proteção dos CDBs

No dia 22 de janeiro, o FGC alterou a data de corte para a proteção separada entre os CDBs do Will Bank e do conglomerado do Banco Master. Essa mudança é crucial para definir os limites de cobertura disponíveis para os investidores.

Segundo a nota divulgada, investidores que aportaram no CDB do Will Bank até o dia 30 de agosto de 2024 e também possuíam CDBs do Banco Master terão cobertura de até 250 mil reais para cada ativo. Isso significa que a cobertura total para ambos os ativos pode chegar a 500 mil reais, oferecendo uma proteção ampliada em certos casos.

Por outro lado, as pessoas que investiram nos CDBs do Will Bank a partir do dia 1º de setembro de 2024 e também tinham CDBs do Master terão a garantia limitada a 250 mil reais para os dois ativos combinados. Essa distinção baseada na data de compra é essencial para os investidores planejarem suas finanças.

Vale ressaltar que, anteriormente, em 21 de janeiro, o FGC havia informado que a data de corte para a proteção isolada dos CDBs do Will Bank era 21 de agosto de 2024. Quem comprasse após essa data ficaria com a proteção unificada, o que pode impactar o valor recebido na indenização.

Para aqueles que possuem menos de 250 mil reais em CDBs dos dois bancos, não há necessidade de preocupação com a data de corte, pois o valor não ultrapassa o limite máximo de proteção do FGC. Os instrumentos garantidos pelo fundo incluem, além dos CDBs, conta corrente, poupança, Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), conforme o regulamento vigente.

Contexto da liquidação do Will Bank

No dia 21 de janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, uma instituição financeira que pertencia ao Banco Master. A decisão foi tomada após a companhia deixar de pagar a Mastercard, resultando na suspensão de suas operações com a bandeira do cartão.

Segundo a Mastercard, a medida foi aplicada para evitar que a dívida da instituição financeira aumentasse ainda mais. Dados do Banco Central mostram que o Will Bank encerrou o terceiro trimestre de 2025 com 14,16 bilhões de reais em ativos, incluindo 6,5 bilhões de reais em depósitos e 1,2 bilhão de reais em letras financeiras.

Curiosamente, o Will Bank era o único braço do grupo do Banco Master que dava lucro, reportando um lucro líquido de 408,3 milhões de reais no terceiro trimestre de 2025. No entanto, o não pagamento a um fornecedor crucial, como a Mastercard, sinalizou mudanças internas que tornaram a liquidação inevitável, conforme destacado pelo Banco Central em nota oficial.

Desde a liquidação do Banco Master em novembro, diversos aspectos podem ter se alterado dentro da companhia, embora o balanço mais recente disponível no site do Banco Central seja de setembro de 2025. Essa situação sublinha a volatilidade do setor financeiro e a importância dos mecanismos de proteção como o FGC.