Dólar abre em baixa e mercado foca em dados após decisões de juros no Brasil e EUA
Dólar cai e mercado analisa dados após juros no Brasil e EUA

Dólar inicia sessão em queda e mercado direciona atenção para indicadores econômicos

O dólar começou a sessão desta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, em trajetória de baixa, registrando um recuo de 0,41% na abertura, cotado a R$ 5,1843. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, está programado para abrir às 10 horas, com os investidores em alerta para os movimentos do dia.

Agenda econômica ganha destaque após decisões dos bancos centrais

Após as recentes decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, o mercado financeiro volta suas atenções para uma série de novos indicadores econômicos que podem influenciar as cotações. Dados relacionados ao emprego e ao comércio exterior entram no radar dos analistas, enquanto os agentes seguem digerindo os sinais emitidos pelos bancos centrais de ambos os países.

Indicadores nacionais e internacionais em foco

No cenário brasileiro, a agenda do dia traz os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), referentes ao mercado de trabalho formal em dezembro. Essas estatísticas são cruciais para calibrar as expectativas sobre a atividade econômica no início de 2026, oferecendo insights sobre a saúde do emprego no país.

Já nos Estados Unidos, os investidores acompanham de perto a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego e dos dados da balança comercial. Esses indicadores são fundamentais para medir o ritmo da economia americana, influenciando decisões de investimento em escala global.

Repercussão das decisões de juros

O mercado continua a repercutir as decisões anunciadas na quarta-feira, 28 de janeiro. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, em sua primeira reunião de 2026, conforme amplamente esperado pelos economistas.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) decidiu manter os juros inalterados, citando a inflação ainda elevada e o crescimento econômico sólido. No entanto, o comunicado não sinalizou com clareza quando os custos dos empréstimos poderão começar a cair, deixando uma margem de incerteza.

Desempenho acumulado do dólar e Ibovespa

  • Dólar: Acumulado da semana: -1,54%; Acumulado do mês: -5,16%; Acumulado do ano: -5,16%.
  • Ibovespa: Acumulado da semana: +3,26%; Acumulado do mês: +14,63%; Acumulado do ano: +14,63%.

Contexto das decisões de juros

As decisões dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos foram o principal destaque da chamada Superquarta. No Brasil, a projeção era de manutenção da Selic, mas o mercado permanece atento aos sinais do Copom, com expectativas de que o comitê comece a indicar possíveis cortes ainda no primeiro trimestre de 2026.

Nos EUA, o Fed interrompeu o ciclo de cortes, mantendo as taxas na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, o menor nível desde setembro de 2022. O Comitê Federal de Mercado Aberto destacou que a geração de empregos permaneceu baixa e a inflação segue um pouco elevada, mantendo a incerteza sobre as perspectivas econômicas.

Panorama das bolsas globais

Em Wall Street, os índices encerraram sem direção única após a decisão do Fed. O Dow Jones fechou com alta de 0,02%, o S&P 500 permaneceu estável e o Nasdaq Composite registrou ganho de 0,17%.

Na Europa, a maioria dos mercados fechou em queda, pressionada pelo recuo nas ações de luxo e pela cautela antes de resultados do setor de tecnologia. O STOXX 600 caiu 0,75%, o FTSE 100 recuou 0,52%, o CAC 40 registrou queda de 1,06% e o DAX caiu 0,29%.

Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em alta, impulsionada pela valorização do ouro. Destaques incluem o Hang Seng de Hong Kong, que disparou 2,10%, e o Kospi da Coreia do Sul, com avanço de 1,69%.