Copom deve manter Selic em 15% e projetar queda para 12,75% até dezembro, diz economista
Copom mantém Selic em 15% com projeção de queda para 12,75%

Copom deve manter Selic em 15% com projeção de queda para 12,75% até dezembro

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, para decidir sobre a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. Atualmente fixada em 15% ao ano, este é o patamar mais elevado em quase duas décadas, refletindo um cenário de cautela monetária.

Expectativas do mercado e análise de Rodrigo Simões

Em entrevista ao Conexão Record News, o economista e professor Rodrigo Simões destacou que a maioria do mercado financeiro espera a manutenção da taxa. Segundo suas observações, 83% dos analistas projetam que o Copom manterá a Selic em 15%, enquanto apenas 16% apostam em um corte de 0,5 ponto percentual.

Simões baseou sua análise em projeções da Faculdade do Comércio, indicando que os juros devem permanecer em 15% em janeiro, mas iniciar uma trajetória de queda ao longo do ano. A previsão é que a taxa chegue a 12,75% ao ano em dezembro de 2026, representando uma redução gradual.

Fatores econômicos que sustentam os juros elevados

O economista explicou que essa projeção de queda moderada se deve a um cenário econômico robusto. O mercado de trabalho continua super ativo, com uma taxa de desemprego baixíssima, e a economia segue pujante e resiliente, afirmou Simões.

Ele ressaltou que, nesse contexto, não é viável reduzir os juros de forma acelerada. Um fator adicional citado foi o acordo do Mercosul, que deve ser assinado até meados do ano e eliminará tarifas, exigindo estabilidade monetária.

Impactos domésticos e necessidade de vigilância fiscal

Em relação aos efeitos da alta taxa de juros no cotidiano dos brasileiros, Rodrigo Simões alertou que ela encarece significativamente o custo do crédito, o financiamento e o pagamento de dívidas. Isso exige maior atenção aos gastos pessoais e empresariais.

O economista também enfatizou a importância da participação social e de uma postura fiscal mais rigorosa por parte do governo. Nós precisamos como país ter também uma postura mais fiscalista. Significa verificar, monitorar, acompanhar como está o desempenho dos gastos públicos, concluiu, defendendo maior transparência e controle das contas públicas.

Assim, a decisão do Copom nesta quarta-feira é aguardada com expectativa, marcando um momento crucial para a política monetária e o futuro da economia brasileira em 2026.