Copom decide nova Selic: expectativas para o ciclo de cortes de juros em 2026
Copom anuncia Selic: expectativas para cortes de juros em 2026

Copom anuncia decisão sobre Selic: mercado aguarda sinalizações para ciclo de cortes

A última semana de janeiro concentra as atenções do mercado financeiro na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorre nesta terça-feira (27) e quarta-feira (28). Em um cenário marcado por inflação acima da meta e atividade econômica resiliente, a expectativa predominante é de que o Banco Central opte por manter a taxa Selic no atual patamar de 15%, reforçando uma postura de cautela após um ano de forte volatilidade nas projeções.

Expectativas do mercado e impacto nos investimentos

Para Bruna Centeno, economista e sócia advisor da Blue3 Investimentos, trata-se da decisão mais aguardada do início de 2026, especialmente após as reprecificações observadas ao longo de 2025. "O Ibovespa saiu da casa dos 166 mil pontos, chegou a tocar os 180 mil e, apesar de ter devolvido parte dos ganhos recentes, segue operando em máxima histórica. O mercado entra nessa semana esperando mais uma manutenção dos juros", afirma.

Segundo a economista, o bom desempenho dos ativos locais não está ligado apenas ao cenário externo, mas também a uma leitura mais construtiva sobre os próximos passos da política monetária. "O que tem ajudado a impulsionar os mercados é a expectativa de um tom mais brando já pensando na reunião de março. O mercado aposta que Galípolo sinalize o início de um ciclo de cortes, o que explica o fechamento da curva de juros futuros em todos os vencimentos", diz Bruna.

Projeções para o ciclo de afrouxamento monetário

Na mesma linha, o C6 Bank avalia que o início do ciclo de flexibilização monetária está próximo, especialmente diante da comunicação recente do Copom e das projeções para o horizonte relevante. O banco projeta manutenção da Selic em 15% nesta reunião e início dos cortes em março, com redução de 0,25 ponto percentual, seguida por um corte mais intenso de 0,50 ponto em abril.

Ainda assim, considerando a persistência inflacionária, a instituição estima que a taxa básica encerre 2026 em 13%. Essa perspectiva reflete um equilíbrio entre o controle da inflação e o estímulo à economia, com os investidores atentos a cada sinalização do Banco Central para ajustar suas estratégias.

O anúncio da nova Selic pelo Copom é crucial para definir o rumo da política monetária no ano, influenciando desde o mercado de ações até o crédito para consumidores e empresas.