Banco Central mantém juros em 15% pela 5ª vez, mas sinaliza corte para março
BC mantém juros em 15% e sinaliza corte para março

Banco Central mantém juros em 15% pela quinta vez consecutiva

O Banco Central do Brasil decidiu, pela quinta vez seguida, manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, refletindo a cautela da autoridade monetária diante do cenário econômico atual. No entanto, em um sinal importante para o mercado, o BC indicou que pode começar a baixar a taxa a partir de março, dependendo da evolução dos indicadores de inflação e atividade.

Contexto internacional e pressões políticas

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) interrompeu o ritmo no corte dos juros, apesar da pressão do ex-presidente Donald Trump. O presidente do Fed, Jerome Powell, destacou que a inflação e as incertezas econômicas continuam elevadas, justificando a pausa nas reduções. Essa movimentação internacional influencia diretamente as decisões do BC brasileiro, que monitora de perto os fluxos de capital e as condições globais.

Investigações e declarações políticas

No âmbito doméstico, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar ataques de influenciadores digitais ao Banco Central, em um caso que envolve alegações de desinformação e tentativas de desestabilização. Paralelamente, o presidente Lula falou sobre intervenções militares ilegais na América Latina, em um discurso que abordou questões de soberania e estabilidade regional, temas que podem impactar a confiança dos investidores.

Outras notícias econômicas e sociais

Em outras frentes, a Anvisa ampliou o acesso ao uso de cannabis medicinal no Brasil, uma decisão que promete beneficiar pacientes e impulsionar o setor de saúde. No entanto, aposentados e pensionistas enfrentaram problemas, com agências do INSS fechadas em todo o país, o que gerou reclamações sobre a falta de atendimento e a necessidade de melhorias nos serviços públicos.

Esses eventos destacam um momento de transição na política monetária, com o BC sinalizando uma possível flexibilização, enquanto fatores externos e internos continuam a moldar o cenário econômico brasileiro. A atenção agora se volta para os próximos meses, quando as decisões sobre os juros poderão definir o rumo da recuperação econômica.