Dólar fecha em menor valor desde maio de 2024 e Ibovespa atinge 180 mil pontos
Dólar em queda e Ibovespa bate recorde histórico

Dólar atinge menor patamar desde maio de 2024 e Ibovespa bate recorde histórico

O mercado financeiro brasileiro viveu um dia marcante nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, com movimentos expressivos tanto no câmbio quanto na bolsa de valores. O dólar comercial encerrou o pregão em queda significativa, cotado a R$ 5,18, o que representa seu menor valor desde 28 de maio de 2024, quando a moeda americana fechou a R$ 5,15. Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da Bovespa, registrou um avanço robusto de 2% próximo das 18h, alcançando a marca histórica de 180 mil pontos pela primeira vez em sua trajetória.

Fatores impulsionando a queda do dólar e a alta do Ibovespa

A atenção dos investidores está voltada para a Superquarta, quando tanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil quanto o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve dos Estados Unidos se reúnem para definir as políticas monetárias de seus respectivos países. A expectativa predominante entre especialistas é a de manutenção das taxas de juros em ambos os lados, mas o foco recai sobre os comunicados que serão divulgados pelas autoridades.

Os analistas buscam pistas sobre quando os ciclos de corte de juros poderão ter início, um fator crucial para os fluxos de capital. Nesse contexto, o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos permanece atrativo e favorável ao real, incentivando a entrada de recursos especulativos no mercado brasileiro. Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank, destaca: "Temos visto um ingresso de fluxo de capital especulativo no Brasil devido a esse aspecto positivo, o que reflete principalmente na queda do dólar, mas também na alta do Ibovespa."

Impacto do IPCA-15 e perspectivas futuras

Além do cenário internacional, dados locais também contribuíram para o otimismo. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia oficial da inflação no Brasil, foi divulgado hoje e registrou uma aceleração de 0,20% em janeiro. Este resultado veio mais fraco do que as projeções dos economistas, apresentando sinais positivos em sua composição, especialmente na inflação de serviços, que recuou em dois setores durante a primeira quinzena do mês.

Em um mês, o Ibovespa já acumula uma alta impressionante de 13,5%, refletindo a confiança dos investidores diante das condições econômicas atuais. Com a Superquarta à vista, o mercado aguarda ansiosamente as decisões e os comunicados do Copom e do FOMC, que poderão definir os rumos das taxas de juros e, consequentemente, influenciar ainda mais o câmbio e a bolsa nos próximos dias.