A economia brasileira registrou um marco significativo em 2025, com o governo federal alcançando uma arrecadação recorde de R$ 2,9 trilhões ao longo do ano. Este valor representa o maior montante desde o início da série histórica, que data de 1995, conforme dados divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026.
Crescimento real acima da inflação
O crescimento da receita foi de 3,65% em relação ao ano anterior, já descontada a inflação, indicando uma expansão real nas finanças públicas. Esse desempenho positivo contrasta com o ano de 2020, quando a pandemia da Covid-19 provocou uma queda de 3,75% na arrecadação, sendo o único período de retração na série histórica.
Desempenho mensal e tendência de alta
Em dezembro de 2025, a arrecadação atingiu R$ 292,7 bilhões, um aumento de 7,46% comparado ao mesmo mês do ano anterior, estabelecendo também um recorde para o período. Desde 2021, a arrecadação federal tem apresentado crescimento contínuo, refletindo uma recuperação econômica sustentada.
Fatores por trás do recorde
A Receita Federal atribuiu a alta significativa principalmente ao crescimento econômico do país. No entanto, analistas de mercado apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu cerca de 2,25% em 2025, uma taxa inferior ao aumento da receita, sugerindo que outros elementos contribuíram para o resultado.
Medidas do governo para aumentar a arrecadação
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva priorizou o aumento da receita como parte de sua estratégia para equilibrar as contas públicas. Entre as ações implementadas pelo Ministério da Fazenda, destaca-se o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado em maio de 2025.
Essa medida gerou R$ 14,7 bilhões extras em arrecadação do IOF em relação ao ano anterior, totalizando R$ 86,5 bilhões e um crescimento anual de 20,5%. Esses esforços têm como objetivo fortalecer os cofres públicos e sustentar políticas econômicas.
Contexto e perspectivas futuras
O recorde de arrecadação em 2025 sinaliza uma recuperação robusta da economia brasileira pós-pandemia, embora desafios permaneçam, como a necessidade de manter o crescimento em sintonia com a expansão do PIB. A continuidade dessas políticas fiscais será crucial para os próximos anos.