Leandra Leal recusa pedido para emagrecer e defende aceitação corporal em nova novela
A atriz Leandra Leal, aos 43 anos, tomou uma decisão firme antes de iniciar as gravações de Coração Acelerado, a próxima novela das 19h da Globo. Escalada para interpretar a vilã Zilá, ela revelou em entrevista divulgada neste domingo (1º) que recebeu uma sugestão para emagrecer para o papel, mas optou por não seguir essa orientação, mantendo seu corpo como está.
Posicionamento baseado em mudança pessoal pós-pandemia
Leandra afirmou que a recomendação existiu, embora tenha preferido não expor sua origem, e respondeu de forma direta, escolhendo seguir com o trabalho sem atender à exigência estética. Segundo a atriz, essa decisão está ligada a uma transformação mais profunda em sua relação com o próprio corpo, influenciada pela pandemia de Covid-19.
Uma das coisas boas que a pandemia me ensinou foi cultivar gratidão pela vida, disse ela ao jornal O Globo. A crise sanitária mudou minha relação com o corpo, passei a enxergá-lo como fonte de experiências e de prazer.
Maturidade profissional e vida pessoal em foco
O posicionamento de Leandra também reflete um momento de maior maturidade em sua carreira e vida pessoal. Com uma trajetória marcada por personagens fortes e transformações constantes, ela tem falado com mais frequência sobre temas como autonomia, maternidade e escolhas que vão além do trabalho artístico.
Mãe de Júlia, de 10 anos, adotada oficialmente em 2016, e de Damião, nascido em 2024, a atriz vive desde 2023 com o cineasta Guilherme Burgos. O filho mais novo é resultado de um processo de inseminação artificial, que Leandra já descreveu publicamente como uma vivência intensa e transformadora.
Retorno ao horário nobre com papel central
Em Coração Acelerado, Leandra Leal retorna ao horário das sete da noite em um papel central, dando vida a uma antagonista que promete movimentar a trama. Sua decisão de não emagrecer para o papel ressoa com discussões contemporâneas sobre diversidade corporal e pressões estéticas na indústria do entretenimento.
Essa postura pode inspirar reflexões sobre como artistas e a sociedade em geral lidam com padrões de beleza, especialmente em um meio que frequentemente impõe expectativas rígidas sobre a aparência física.