Técnico de San Marino abre o jogo sobre os bastidores da equipe mais antiga e minúscula do mundo
Em uma entrevista exclusiva para o Bola Quadrada Especial, Roberto Cevoli, técnico da seleção da República de San Marino, compartilhou detalhes íntimos sobre como é comandar a última colocada no ranking da Fifa. A conversa, que vai ao ar nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, às 21h, revelou os desafios e estratégias por trás de uma das equipes mais peculiares do futebol internacional.
Conquista histórica e superação do amadorismo
Cevoli, um italiano naturalizado são-marinhense, explicou a engenharia meticulosa que levou à conquista histórica na Nations League. Sob sua liderança, a equipe quebrou um jejum de vitórias que durava duas décadas e garantiu uma promoção inédita, marcando um momento de glória para a república mais antiga do mundo. O treinador destacou como contornou o amadorismo predominante no elenco, formado majoritariamente por estudantes e trabalhadores comuns, através de uma parceria inovadora com o clube italiano Pietracuta.
Essa colaboração permitiu a realização de treinos diários, algo que antes era considerado impossível devido às limitações logísticas e de recursos. Cevoli enfatizou que essa mudança foi crucial para melhorar a performance da equipe e instilar uma mentalidade mais profissional entre os jogadores.
Reverência a Carlo Ancelotti e opinião sobre a Seleção Brasileira
Um dos momentos mais emocionantes da entrevista foi quando Cevoli fez uma reverência sincera a Carlo Ancelotti. O técnico recordou com nostalgia os tempos em que atuou como zagueiro da Reggiana, sob o comando de Ancelotti em seu ano de estreia como treinador principal. Cevoli descreveu seu antigo mestre como uma figura séria, honesta e equilibrada, cuja maior virtude, segundo ele, é a gestão humana do vestiário.
Baseado nessa experiência pessoal, Cevoli opinou enfaticamente sobre a Seleção Brasileira. Para ele, a hipotética chegada de Ancelotti ao comando do Brasil representaria a marcha a mais necessária para conquistar um título mundial. O técnico argumentou que, em torneios curtos como a Copa do Mundo, a gestão de grupo e a habilidade de motivar os jogadores são tão importantes quanto a tática pura, valorizando assim o estilo de liderança de Ancelotti.
Método que transcende as quatro linhas
Ao final da conversa, ficou claro que o método de Cevoli vai além das técnicas de futebol. Ele transferiu coragem e confiança a um grupo habituado a derrotas, provando que, com organização adequada e a inspiração correta, até a menor república do mundo pode competir com dignidade no cenário internacional. Sua abordagem focada em gestão humana e parcerias estratégicas demonstra que o sucesso no esporte não depende apenas de talento individual, mas também de uma visão holística e resiliente.
Essa entrevista não apenas ilumina os bastidores de San Marino, mas também oferece insights valiosos sobre como equipes subestimadas podem superar adversidades e alcançar feitos memoráveis, servindo de inspiração para amantes do futebol em todo o mundo.