Elba Ramalho defende forró como ato político e revolucionário em entrevista
Elba Ramalho: forró é ato político e revolucionário

Elba Ramalho destaca forró como ato político e revolucionário em entrevista exclusiva

A renomada cantora paraibana Elba Ramalho, aos 74 anos, fez uma declaração impactante durante uma entrevista para a coluna GENTE, defendendo que cantar forró é um ato político e revolucionário. A artista, que é uma das grandes precursoras do ritmo, compartilhou suas reflexões nos bastidores do Festival de Verão de Salvador, onde se apresentou no último final de semana.

Encontro inédito no palco com Wesley Safadão

No evento, Elba Ramalho dividiu o palco com Wesley Safadão em um encontro inédito, marcando um momento especial para os fãs do forró e da música popular brasileira. A apresentação ocorreu durante as festividades de pré-carnaval, atraindo uma grande audiência e reforçando a relevância cultural do gênero.

Defesa da tradição nordestina como revolução

Em suas declarações, Elba Ramalho exaltou a importância de preservar as tradições e origens, afirmando que isso constitui um ato político. “É revolucionário ser uma pessoa que preserva suas tradições, suas origens, seus costumes. Isso é um ato político”, disse a cantora. Ela enfatizou que carrega o DNA do povo nordestino através de suas músicas, destacando a representatividade do forró em todo o mundo.

A artista também refletiu sobre sua trajetória, afirmando: “Nunca traí minha verdade. Consigo atingir todas as classes e sobreviver a todos os tempos, todos os modismos”. Essa afirmação ressalta sua consistência artística e a capacidade do forró de transcender barreiras sociais e temporais.

Impacto cultural e social do forró

Elba Ramalho destacou que o forró não é apenas um ritmo musical, mas uma expressão cultural profunda que pulsa no coração do povo. “Existe um coração, que é do povo, que pulsa. Nós nordestinos temos essa representatividade de forró no mundo todo”, declarou. Ela também mencionou a coexistência de tradição e renovação no gênero, indicando sua evolução contínua enquanto mantém suas raízes.

Essas declarações reforçam o papel da música como ferramenta de resistência e identidade, especialmente em um contexto onde as culturas regionais buscam visibilidade e reconhecimento. A entrevista ocorreu em 30 de janeiro de 2026, às 16h37, e foi conduzida por Giovanna Fraguito, trazendo à tona discussões relevantes sobre arte, política e sociedade.