Festa de Iemanjá em Salvador tem Rio Vermelho como cenário principal
A Festa de Iemanjá, uma das celebrações religiosas de matriz africana mais tradicionais de Salvador, está marcada para a próxima segunda-feira, dia 2, e tem como principal cenário o bairro do Rio Vermelho. Este local não é apenas um ponto turístico e cultural icônico da capital baiana, mas também se destaca pela vibrante vida noturna, com uma forte concentração de bares e restaurantes que atraem moradores e visitantes.
Dados demográficos do Rio Vermelho segundo o Censo 2022
De acordo com informações do Censo Demográfico 2022, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Salvador possui 170 bairros, e o Rio Vermelho ocupa a 46ª posição entre os mais populosos, com um total de 17.526 moradores. Desse número, 7.622 são homens e 9.904 são mulheres, o que resulta em uma proporção feminina de 56,5%. Isso coloca o bairro como o 15º mais feminino da cidade, superando a média de Salvador, onde as mulheres representam 54,4% da população.
Características populacionais e habitacionais do bairro
Outro aspecto relevante é o envelhecimento da população no Rio Vermelho. Cerca de 4.346 habitantes têm 60 anos ou mais, equivalendo a 24,8% dos moradores, ou seja, aproximadamente uma em cada quatro pessoas. Esse percentual é significativamente maior do que a média de Salvador, que é de 16,5%, posicionando o bairro na 21ª maior proporção de idosos da capital.
Além disso, a presença de pessoas mais velhas se reflete nos domicílios: 2.765 casas são chefiadas por indivíduos com 60 anos ou mais, correspondendo a 35,5% do total, enquanto em Salvador como um todo esse índice é de 27%.
Composição étnica e estrutura habitacional
Em relação à cor ou raça, o Rio Vermelho se destaca por ter uma predominância de moradores autodeclarados brancos. Dos residentes, 7.095 se identificam como brancos (40,5%), 6.906 como pardos (39,4%) e 3.402 como pretos (19,4%). Isso coloca o bairro entre os 13 únicos de Salvador onde a população branca supera a soma de pretos e pardos, com a 14ª maior proporção de brancos da cidade.
O bairro também apresenta uma forte característica vertical em sua estrutura habitacional. Dos 7.793 domicílios permanentes ocupados, cerca de sete em cada dez são apartamentos (69,8%, ou 5.442 unidades), enquanto as casas representam 29,8% do total, com 1.147 registros.
Renda média e domicílios unipessoais
O Rio Vermelho se sobressai pela quantidade de pessoas que moram sozinhas, com 2.488 domicílios unipessoais, o que equivale a 31,9% do total, quase um em cada três lares. Esse é o 11º maior índice entre os bairros de Salvador, superando a média municipal de 24,8%.
Por fim, o bairro figura entre os de maior rendimento médio dos responsáveis pelos domicílios, com um valor de R$ 7.233,56, o 16º maior entre os 170 bairros de Salvador. Esse montante é mais que o dobro da média municipal, que ficou em R$ 3.160,73, evidenciando a importância econômica da região.
Conclusão: importância histórica e social do Rio Vermelho
Como palco da Festa de Iemanjá e símbolo da diversidade cultural e religiosa de Salvador, o Rio Vermelho reúne características demográficas únicas que ajudam a explicar sua relevância histórica, social e econômica no contexto da capital baiana. Esses dados reforçam o papel do bairro como um epicentro de tradições e desenvolvimento urbano.