Paralímpico de tênis de mesa é suspenso até 2029 por corrupção e apostas em partidas
O medalhista paralímpico de tênis de mesa, Israel Pereira Stroh, foi suspenso do esporte até o ano de 2029 devido a acusações de corrupção e apostas em partidas. A decisão foi tomada pela Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF), que afirmou ter comprovado as irregularidades em um julgamento realizado em 26 de dezembro de 2025.
Detalhes das acusações e punição aplicada
Segundo a ITTF, a Unidade de Integridade da federação identificou uma conduta corrupta antes da final de duplas masculinas da classe MD14 do ITTF Polish Para Open 2024. Além disso, foram constatadas 68 apostas realizadas entre março de 2022 e abril de 2024, envolvendo o atleta.
A pena aplicada foi de dois anos de inelegibilidade por cada infração, com um desconto dos seis meses de suspensão provisória que Stroh já cumpriu. Com isso, a suspensão total se estende até 26 de junho de 2029, mantendo o atleta afastado das competições por um período significativo.
Recurso da defesa e situação atual
A defesa de Israel Pereira Stroh entrou com um recurso contra a punição, solicitando a suspensão da determinação até que o processo seja julgado. No último dia 15, o jogador formalizou esse pedido, mas a ITTF decidiu que a decisão de suspensão permanece em vigor até a conclusão do julgamento do recurso. A federação informou que a publicação oficial da decisão só ocorrerá após o término de todo o processo legal.
Trajetória do atleta e impacto no esporte
Nascido em Santos, Israel Stroh é uma figura conhecida no tênis de mesa paralímpico, tendo participado das últimas três edições dos Jogos Paralímpicos. Sua conquista mais destacada foi a medalha de prata nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016, consolidando sua carreira internacional.
O atleta iniciou no esporte ainda na escola e, desde 2013, representa o Brasil em competições ao redor do mundo, com passagens por mais de 30 países. Esta suspensão representa um grande revés em sua carreira, levantando questões sobre integridade no esporte paralímpico e as medidas de controle contra apostas e corrupção.
O caso continua em aberto, com a expectativa de que o recurso possa alterar ou confirmar a punição, enquanto a comunidade esportiva acompanha os desdobramentos.