Ismail Jakobs acusa envenenamento de jogadores antes da final da Copa Africana
Em uma entrevista concedida nesta sexta-feira à emissora alemã Sportdigital Fußball, o lateral Ismail Jakobs colocou ainda mais lenha na fogueira da já polêmica final da Copa Africana de Nações (CAN) de 2025. O jogador do Galatasaray revelou suspeitas graves sobre eventos que antecederam a partida decisiva, na qual o Senegal venceu o Marrocos por 1 a 0 no Estádio Prince Moulay Abdellah, em Rabat.
Suspeitas de envenenamento abalam o vestiário senegalês
Segundo Jakobs, a história de desconfiança começou muito antes do apito inicial do árbitro Jean Ndala. "Minha suspeita pessoal é de que três dos nossos jogadores foram envenenados, e não se tratou de um caso comum de intoxicação alimentar, com vômitos ou algo do tipo. Esses três jogadores simplesmente desmaiaram", afirmou o atleta em declarações impactantes.
O jogador detalhou os episódios que considerou "realmente, realmente assustadores":
- Krépin Diatta foi o primeiro a perder a consciência, ainda no vestiário.
- Ousseynou Niang desmaiou durante o aquecimento pré-jogo.
- Pape Matar Sarr teve um colapso no intervalo da partida.
"Não quero acusar ninguém, mas, claramente, isso não foi coincidência", disse Jakobs, reforçando a gravidade da situação. "Nenhum dos três conseguia sequer colocar a língua para fora. Eles simplesmente desabaram. Suavam excessivamente. O Krépin nem conseguia manter a cabeça erguida antes do jogo. Estava vomitando", completou o lateral, que destacou o estado crítico dos colegas.
Final marcada por controvérsias e protestos
A partida em si já estava envolta em polêmicas, com diversos episódios controversos que culminaram em um gol de Pape Gueye na prorrogação, após Brahim Díaz desperdiçar um pênalti nos acréscimos do tempo regulamentar. A marcação da penalidade pelo árbitro gerou tamanha controvérsia que levou os novos campeões africanos a deixarem o gramado momentaneamente, em forma de protesto.
No entanto, Jakobs já havia dado indícios de desconfiança logo após o apito final, na zona de entrevistas rápidas. "Muita coisa aconteceu antes do jogo. Acho que muita coisa ainda vai vir à tona. Não foi só essa situação. Muitas coisas aconteceram antes da partida… Muita coisa aconteceu com Krépin, Ousseynou e Pape Matar Sarr no intervalo", declarou na ocasião.
Os três jogadores afetados acabaram sendo hospitalizados na cidade marroquina, o que aumentou ainda mais o clima de tensão e desconfiança em torno do evento esportivo.
Reclamações da Federação Senegalesa antecederam a final
O desconforto em relação às condições da final da CAN 2025 não foi uma novidade absoluta. Na véspera da decisão, a própria Federação Senegalesa de Futebol (FSF) emitiu um comunicado oficial expressando preocupações logísticas.
No documento, a entidade falou em "justiça, transparência e rigoroso cumprimento dos regulamentos da CAF", a Confederação Africana de Futebol. A FSF solicitou a possibilidade de escolher o hotel da equipe antes da final, e o pedido foi aceito. Quando o Senegal manifestou insatisfação com o centro de treinamentos, a CAF entrou imediatamente em contato com o Comitê Organizador Local para atender à solicitação de um campo de treino alternativo.
"Esse problema foi resolvido. De acordo com os regulamentos, foi concedida à FSF a sua cota de ingressos para a final. O presidente da FSF, Abdoulaye Fall, a liderança da CAF e o Comitê Organizador Local mantiveram contato regular", concluiu a nota oficial, que buscava tranquilizar sobre os aspectos organizacionais.
As revelações de Ismail Jakobs, no entanto, elevam o tom das suspeitas a um patamar alarmante, sugerindo que os problemas podem ter ido muito além de questões logísticas, envolvendo possíveis atos de sabotagem que colocaram em risco a saúde e a integridade física dos atletas senegaleses.