Celebridades de Hollywood lançam campanha anti-IA: 'Roubo não é inovação'
Hollywood contra IA: 'Roubo não é inovação'

Celebridades de Hollywood iniciam guerra contra big techs em campanha anti-IA

Um grupo de aproximadamente 800 artistas, escritores e profissionais da indústria criativa de Hollywood, incluindo estrelas como Scarlett Johansson e Cate Blanchett, lançou uma campanha contundente contra o uso de obras protegidas por direitos autorais no treinamento de inteligência artificial. Intitulada "Roubo não é Inovação", a iniciativa é organizada pela Human Artistry Campaign e surge em um momento de alta visibilidade para o cinema norte-americano, logo após as indicações ao Oscar.

Manifesto acusa big techs de exploração e falta de transparência

No manifesto, os signatários denunciam que empresas de tecnologia têm "raspado" livros, roteiros, músicas, reportagens e imagens sem autorização, pagamento ou transparência. A crítica é resumida em uma frase direta: "não é progresso, é roubo". Em vez de pedir o fim da IA, o movimento exige licenciamento e contratos para o uso de conteúdo, argumentando que a indústria criativa sustenta milhões de empregos e funciona como um pilar de soft power dos Estados Unidos.

Scarlett Johansson se torna símbolo da causa após caso de clonagem de voz

Scarlett Johansson, que ironicamente deu vida a uma IA no filme "Ela" de 2013, tornou-se um símbolo da campanha após um incidente em 2024. Ela relatou que, após recusar licenciar sua voz para a OpenAI, a empresa teria clonado sua voz sem permissão. Esse caso ilustra os riscos da tecnologia quando lançada rapidamente, sem consideração adequada pelos direitos dos criadores.

Impacto econômico e global da luta contra a IA generativa

A campanha enfatiza que a defesa do trabalho criativo não é apenas uma questão de celebridades, mas uma pauta econômica crucial. Com governos ao redor do mundo discutindo regulamentações para dados de treinamento de IA, o assunto tem implicações globais. No Brasil e em outros países, profissionais como roteiristas, ilustradores e jornalistas freelancers podem ser os mais afetados pela falta de proteção jurídica, destacando a necessidade de acordos justos e transparência na era digital.