Tamanduá-mirim é resgatado em escola municipal de São Pedro da Aldeia após alerta de morador
Um tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla), espécie classificada como vulnerável à extinção, foi resgatado pela Guarda Ambiental de São Pedro da Aldeia, localizada na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O animal foi encontrado nas dependências da Escola Municipal Quilombola Dona Rosa, situada no bairro Botafogo, gerando preocupação e mobilização imediata das autoridades ambientais.
Chamado de emergência e atendimento veterinário especializado
A ocorrência teve início quando um morador da localidade entrou em contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Pesca, informando sobre a presença inusitada do animal na unidade escolar. O resgate foi conduzido pelo guarda ambiental Moreira, que, ao chegar ao local, percebeu a necessidade de cuidados médicos veterinários para o tamanduá.
O guarda ambiental relatou que, durante a avaliação inicial, identificou sinais que indicavam a urgência de um atendimento profissional. “Percebi que o animal precisava de cuidados médicos veterinários e achei melhor encaminhar para a Secretaria para levarmos a uma clínica”, explicou Moreira, destacando a importância de uma intervenção rápida e adequada.
Exames detalhados e período de observação rigoroso
O tamanduá-mirim recebeu atendimento voluntário da médica veterinária Mônica Oliveira, que realizou um exame físico completo. A profissional avaliou diversos parâmetros, incluindo:
- Peso e score corporal do animal
- Presença de lesões ou possíveis fraturas
- Existência de parasitas externos ou internos
Felizmente, não foram constatadas alterações clínicas significativas durante o exame. No entanto, como medida de precaução, o animal foi encaminhado para um período de observação de 48 horas, visando monitorar seu comportamento e condições de saúde.
Soltura segura em habitat natural apropriado
Durante o período de observação, o tamanduá se manteve estável e com comportamento adequado, apresentando boa alimentação e sem alterações fisiológicas preocupantes. Com base nesses indicadores positivos, o animal foi considerado apto para a soltura em seu habitat natural.
A devolução à natureza foi realizada pelo guarda ambiental Prates, seguindo rigorosamente os protocolos ambientais estabelecidos. Prates escolheu um local específico para a soltura, que oferece condições ideais para a adaptação da espécie:
- Área de mata preservada e espaço amplo
- Presença de formigueiros, que são fundamentais para a alimentação do tamanduá-mirim
Essa ação reforça o compromisso da Guarda Ambiental com a proteção da fauna silvestre e a preservação de espécies ameaçadas, garantindo que animais em situação de risco recebam o cuidado necessário e sejam reintegrados ao meio ambiente de forma segura e responsável.