Onça-parda atropelada na MGC-135 em Januária não resiste aos ferimentos e morre
Uma onça-parda resgatada após ser atropelada na rodovia MGC-135, no município de Januária, em Minas Gerais, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. A triste informação foi confirmada nesta quarta-feira, 28 de fevereiro, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pela proteção da fauna silvestre no país.
Detalhes do acidente e resgate
O atropelamento ocorreu nas proximidades da Fazenda Minará, localizada na área do entorno do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, na última sexta-feira, 23 de fevereiro. O Corpo de Bombeiros foi acionado pelo ICMBio para realizar o resgate do animal, que foi encontrado às margens da rodovia em estado crítico.
Durante a avaliação inicial realizada pelos bombeiros, constatou-se que a onça-parda apresentava um trauma craniano severo, além de sangramento intenso na região da boca e do focinho. Esses ferimentos indicavam um impacto de alta gravidade, provavelmente resultante da colisão com um veículo em alta velocidade.
Atendimento veterinário e tentativa de salvamento
Após o resgate, os militares entraram em contato com um médico veterinário de uma clínica particular, que prestou os primeiros atendimentos emergenciais ao animal. O profissional realizou procedimentos para estabilizar a onça, visando controlar o sangramento e minimizar o sofrimento do felino.
No sábado, 24 de fevereiro, a onça-parda foi encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), localizado em Montes Claros, na esperança de que recebesse cuidados especializados. Infelizmente, apesar dos esforços, o animal não resistiu aos ferimentos graves e faleceu, conforme divulgado pelo ICMBio.
Impacto ambiental e medidas de prevenção
Este incidente destaca os riscos que as rodovias representam para a fauna silvestre, especialmente em regiões próximas a unidades de conservação, como o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. A morte da onça-parda serve como um alerta para a necessidade de implementar medidas de mitigação, tais como:
- Sinalização específica para alertar motoristas sobre a presença de animais na pista.
- Construção de passagens de fauna para permitir a travessia segura dos animais.
- Campanhas educativas para conscientizar os condutores sobre a importância de reduzir a velocidade em áreas de preservação ambiental.
O caso reforça a urgência em equilibrar o desenvolvimento da infraestrutura viária com a conservação da biodiversidade, evitando que mais animais silvestres sejam vítimas de atropelamentos nas estradas brasileiras.