Jaguatirica busca abrigo em casa flutuante após temporal em Carauari, no AM
Um incidente inusitado chamou a atenção dos moradores de Carauari, no interior do Amazonas, na manhã desta quarta-feira (21). Uma jaguatirica foi flagrada em cima do telhado de uma casa flutuante na área do Sacado, após um forte temporal que atingiu a região na noite anterior.
Animal exausto busca refúgio
O felino, que já havia sido avistado outras vezes na região segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, parecia cansado e em busca de abrigo. Em vídeo registrado por moradores, é possível observar o animal em um estado de exaustão, claramente afetado pelas condições climáticas adversas.
Um morador local comentou a situação, destacando o estado do animal: "Já amanheceu o dia assim. Cansada e com medo do temporal de ontem à noite. É um macho e veio parar aqui dentro", relatou. As imagens mostram a jaguatirica descansando no telhado, enquanto os residentes mantinham uma distância segura.
Resposta das autoridades ambientais
Equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Defesa Social e Forças de Segurança foram acionadas imediatamente após o avistamento. No entanto, o animal retornou para a mata antes da chegada dos profissionais e não foi localizado nas buscas subsequentes.
As autoridades reforçam a importância de os moradores manterem distância de animais silvestres e acionarem os órgãos ambientais caso ocorram novos avistamentos. Essa medida é crucial para a segurança tanto das pessoas quanto da fauna local, evitando conflitos e garantindo o bem-estar dos animais.
Contexto regional e impactos climáticos
Carauari, localizada no coração da Amazônia, é uma região conhecida por sua rica biodiversidade. Incidentes como esse destacam como eventos climáticos extremos, como temporais, podem afetar a fauna silvestre, forçando animais a buscarem refúgio em áreas habitadas.
A presença da jaguatirica, um felino de médio porte comum na Amazônia, reforça a necessidade de políticas de conservação e educação ambiental. Esses encontros servem como um alerta para a coexistência entre humanos e vida selvagem em áreas de fronteira ecológica.
As autoridades continuam monitorando a situação e orientam a população a reportar qualquer avistamento sem tentar interagir com o animal, garantindo assim a proteção de todas as partes envolvidas.