Hipopótamo de 49 anos adoece e fecha parque em Leme, SP, com tratamento intensivo de 750 comprimidos
Um caso de saúde animal mobiliza a cidade de Leme, no interior de São Paulo, após o hipopótamo Juninho, de 49 anos e 1,5 tonelada, apresentar um quadro de debilidade. O estado do animal, que é o morador mais antigo do Parque Ecológico Mourão, levou ao fechamento temporário do local, sem previsão de reabertura, para priorizar seu tratamento veterinário.
Tratamento intensivo com centenas de comprimidos
O hipopótamo Juninho iniciou um protocolo médico rigoroso, que inclui a administração de 750 comprimidos ao longo de cinco dias. A receita veterinária, prescrita para combater infecções e aliviar dores, é composta por:
- Cefalexina 500 mg: 400 comprimidos, com dosagem de 40 a cada 12 horas, por cinco dias.
- Dipirona 500 mg: 200 comprimidos, sendo 40 por dia, durante o mesmo período.
- Tramadol 50 mg: 150 comprimidos, com 30 administrados diariamente.
Os medicamentos são fornecidos junto com a alimentação do animal, que voltou a se alimentar após três dias sem comer, conforme registrado por uma equipe de reportagem.
Equipe multidisciplinar em ação para diagnóstico
Veterinários da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Leme estão à frente dos cuidados, com apoio técnico de profissionais dos zoológicos de Americana e São Paulo. Além disso, especialistas que atuam na África estão auxiliando remotamente por videochamada, formando uma rede de expertise para o caso.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Rafael Alves de Carvalho Almeida, destacou a importância de Juninho como patrimônio histórico de Leme e explicou que a suspeita inicial é de uma possível doença nos dentes do animal. Estamos trabalhando com equipes multidisciplinares para fechar o diagnóstico e restabelecer a saúde do Juninho, afirmou.
Fechamento do parque e impacto na comunidade
O Parque Ecológico Mourão, inaugurado no final dos anos 1970 e com área de aproximadamente 16 hectares, está temporariamente fechado para visitantes. A medida visa garantir a privacidade e segurança necessárias para o tratamento do hipopótamo, que, devido ao seu porte e condição, requer manuseio cuidadoso.
Rafael Almeida justificou a decisão: Durante esse tratamento, o parque estará fechado para preservar as crianças que frequentam o local. Precisamos dessa prioridade para dar um bom tratamento ao Juninho. A expectativa é de que, com os cuidados, o animal se recupere e continue a ser um símbolo de alegria para a comunidade.
Histórico e condição atual do hipopótamo
Juninho chegou a Leme na década de 1970, vindo de São Paulo, e já pesou mais de 3 toneladas, mas atualmente está com metade desse peso devido à idade avançada. Nos últimos dias, ele apresentou fraqueza extrema, ficando deitado sem se movimentar, mas conseguiu entrar no lago do parque, mesmo com dificuldade.
Com quase 50 anos de idade e 40 anos de residência no parque, o hipopótamo recebe atenção redobrada, refletindo o compromisso da administração municipal com o bem-estar animal e a responsabilidade social.