Policial militar baleia homem durante travessia na Lagoa dos Patos no Rio Grande do Sul
Um homem de 37 anos foi baleado na perna por um policial militar, de 27 anos, na quarta-feira (28), durante a travessia entre São José do Norte e Rio Grande, na Lagoa dos Patos. O incidente ocorreu por volta do meio-dia e gerou apreensão entre os passageiros que utilizavam o serviço de lancha na região.
Desentendimento leva a disparo após atracagem da embarcação
De acordo com informações da Polícia Civil, os dois indivíduos teriam se desentendido quando a lancha já estava atracada na hidroviária de Rio Grande, localizada na Rua Riachuelo. Antes do disparo, todos os passageiros já haviam desembarcado, o que evitou que outras pessoas fossem feridas durante o confronto.
O homem atingido pelo tiro foi prontamente encaminhado à Santa Casa de Rio Grande para receber atendimento médico. Felizmente, ele não corre risco de vida, conforme divulgado pelas autoridades de saúde locais.
Investigação em andamento com depoimentos de testemunhas
Os envolvidos no caso, assim como as testemunhas presentes no local, prestaram depoimento na Delegacia de Pronto Atendimento. A Polícia Civil registrou a ocorrência como lesão corporal e assumiu a responsabilidade de apurar todas as circunstâncias que levaram ao disparo.
Em nota oficial, a Brigada Militar esclareceu que o policial militar envolvido no incidente estava fora de serviço no momento dos fatos e não usava farda. A corporação destacou que, em tese, não houve atuação funcional vinculada ao exercício da atividade policial.
Procedimentos administrativos e investigativos foram iniciados
A Brigada Militar informou que um Boletim de Ocorrência Policial Militar foi registrado para formalizar os fatos. Além disso, foram instaurados procedimentos administrativos e investigativos cabíveis para garantir uma completa apuração do ocorrido.
A instituição reforçou que, caso sejam constatados indícios de crime militar ou transgressão disciplinar, serão adotadas todas as medidas legais e regulamentares pertinentes. Isso inclui a observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.
A Brigada Militar deixou claro que não compactua com desvios de conduta e que, se confirmadas as irregularidades, o militar será devidamente responsabilizado conforme a legislação vigente.
O caso segue sob investigação, e novas informações devem ser divulgadas à medida que os procedimentos avançam.