Cabo da PM é morto após atirar contra colegas durante ocorrência em Carapicuíba
As polícias Civil e Militar investigam um caso trágico que resultou na morte de um policial militar, baleado por outros agentes da corporação durante uma ocorrência na manhã de quinta-feira (29), em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo. O incidente, que também vitimou fatalmente um outro homem ainda não identificado, expõe os riscos e complexidades enfrentados pelas forças de segurança no cotidiano.
Detalhes do confronto que terminou em tragédia
De acordo com os relatos oficiais, policiais militares foram acionados para atender a uma ocorrência de discussão entre dois homens na Avenida Victório Fornazaro. Ao chegarem ao local, os agentes se identificaram e deram ordem de parada a um indivíduo armado, que naquele momento ameaçava outro rapaz. Esse homem, que posteriormente foi identificado como o cabo Elias Fernandes, de 40 anos, não obedeceu à ordem de baixar a arma.
Segundo o boletim de ocorrência, o cabo Fernandes atirou doze vezes contra a equipe de PMs que estava no local. Em resposta, os policiais intervieram e revidaram os tiros com outros onze disparos. Apenas após o confronto é que Elias Fernandes foi reconhecido como um colega de farda, integrante da própria Polícia Militar.
Vítimas não resistem aos ferimentos e caso é registrado
Tanto o cabo Fernandes quanto o outro homem envolvido na discussão inicial foram socorridos, mas infelizmente não resistiram aos graves ferimentos. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a perícia foi acionada imediatamente e as armas utilizadas no episódio foram apreendidas para análise.
O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Carapicuíba sob as rubricas de homicídio, morte decorrente de intervenção policial e legítima defesa. Em nota, a SSP destacou que "todas as circunstâncias relacionadas ao caso são apuradas pelas polícias Civil e Militar, visando o total esclarecimento dos fatos".
Sepultamento e repercussões do incidente
Elias Fernandes foi sepultado na manhã desta sexta-feira (30), no cemitério municipal da cidade de Barueri, também localizada na Grande São Paulo. O episódio chama a atenção para os protocolos de segurança e a comunicação entre as equipes policiais em situações de alto risco.
As investigações seguem em andamento para determinar com precisão os motivos que levaram o cabo a desobedecer as ordens e iniciar os disparos contra seus próprios colegas. A tragédia reforça a necessidade de debates contínuos sobre a atuação policial e os mecanismos de prevenção de conflitos internos nas corporações de segurança pública.