Justiça mantém prisão de pai acusado de matar e enterrar filha no quintal em Ilha Comprida
Pai preso por matar filha e enterrar no quintal em SP

Justiça mantém prisão de pai acusado de matar e enterrar filha no quintal de casa em Ilha Comprida

A Justiça do Estado de São Paulo decidiu manter a prisão de Gutemberg Peixoto Alves de Souza, suspeito de assassinar e ocultar o corpo da própria filha, Agata Gonzaga Peixoto Ferreira, de 17 anos, no quintal da residência onde moravam, em Ilha Comprida, no litoral paulista. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (2), na Vara Regional das Garantias, em Sorocaba (SP).

Prisão durante pesca proibida em Tatuí

O suspeito foi localizado e detido no domingo (1º), enquanto praticava pesca predatória com uma tarrafa no lago da Praça Mário Coscia, em Tatuí (SP), atividade expressamente proibida no local. Durante a abordagem da Guarda Civil Municipal, Gutemberg apresentou um nome falso, mas, ao ser encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, consultas no sistema revelaram sua verdadeira identidade e a condição de foragido desde 2022.

Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que a prisão ocorreu em cumprimento a um mandado em aberto pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. O órgão afirmou que não foram constatadas irregularidades no procedimento, e o suspeito permaneceu preso após receber voz de prisão.

Relembre os detalhes do caso chocante

O caso remonta a 2021, quando Agata desapareceu em Ilha Comprida, onde residia com o pai no bairro Balneário Britânia. Inicialmente, Gutemberg forneceu versões contraditórias à família:

  • Afirmou que a filha teria ido morar com a mãe em Itanhaém (SP), mas a mãe negou o fato.
  • Posteriormente, mudou a história, dizendo que Agata fugiu para Sorocaba com um rapaz e cortou contato.

Em 26 de outubro de 2022, um tio da adolescente registrou o desaparecimento, informando que ela não era vista há mais de um ano. As investigações da Polícia Civil ganharam um rumo sombrio em 11 de novembro de 2022, quando uma ossada foi encontrada no quintal da casa, envolta em uma rede e um lenço.

Com a descoberta, o caso, antes tratado como desaparecimento, foi reclassificado para homicídio, levando à expedição do mandado de prisão contra Gutemberg. A polícia acredita que os restos mortais pertencem a Agata, embora exames periciais possam ser necessários para confirmação definitiva.

Contexto e desfecho judicial

O suspeito estava foragido há quase dois anos, evadindo-se da Justiça enquanto a tragédia familiar ganhava contornos criminais. A audiência de custódia em Sorocaba consolidou a manutenção da prisão, assegurando que Gutemberg responderá pelos atos perante a lei.

Este caso chocante expõe violências domésticas extremas e destaca a importância da atuação conjunta de órgãos como a Guarda Civil Municipal, a Polícia Civil e o Poder Judiciário na resolução de crimes graves. A comunidade de Ilha Comprida e regiões vizinhas acompanha com apreensão os desdobramentos, esperando por justiça para a jovem Agata.