Reforma do Código Civil: Uma das Principais Prioridades do Parlamento em 2026
A volta dos trabalhos parlamentares em fevereiro de 2026 promete dar um impulso significativo à reforma do Código Civil brasileiro, uma pauta considerada prioritária no Senado. Criada em setembro do ano passado, uma comissão temporária dedicada a analisar essa proposta legislativa deve avançar com suas atividades, após uma série de audiências públicas e consultas a especialistas.
Detalhes da Proposta e Avanços Legislativos
A iniciativa é liderada pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), com o senador Veneziano Vital do Rego (MDB-PB) atuando como relator. O Projeto de Lei 4/2025, que está sob análise, busca atualizar mais de 900 artigos e adicionar aproximadamente 300 novos dispositivos ao Código Civil, que está em vigor desde 2002. Este esforço legislativo visa modernizar a lei para refletir as mudanças sociais e tecnológicas das últimas décadas.
Temas em Discussão e Impactos Esperados
Desde sua instalação em 24 de setembro, a comissão realizou dez reuniões, abordando uma variedade de temas cruciais. Entre eles, destacam-se:
- Direito digital, incluindo regulamentações para produtos de inteligência artificial.
- Responsabilidade civil, com foco em proteger os cidadãos em casos de danos.
- Regras de obrigações e contratos, visando maior clareza e eficiência nas transações.
O texto proposto redesenha a Lei 10.406/2002, incorporando sugestões baseadas em decisões recorrentes dos tribunais brasileiros, o que pode trazer mais segurança jurídica. Além disso, a reforma amplia o conceito de família, reconhecendo novas estruturas sociais, e inclui uma parte específica sobre direito digital, essencial na era da tecnologia.
Declarações e Perspectivas Futuras
Em declaração à Agência Senado, o senador Rodrigo Pacheco enfatizou a importância do trabalho meticuloso realizado até agora. “Foi um trabalho muito meticuloso, sem o qual não estaríamos tratando desse tema tão importante e necessário, que é a atualização do Código Civil. É uma pauta que considero muito positiva para o Brasil”, afirmou. Com a retomada das atividades em fevereiro, espera-se que a comissão acelere os debates e encaminhe a proposta para votação, podendo resultar em mudanças significativas no ordenamento jurídico brasileiro ainda em 2026.