Mulher trans é assassinada a tiros em reduto de prostituição na zona sul de SP
Mulher trans morta a tiros na zona sul de São Paulo

Mulher trans é assassinada a tiros em reduto de prostituição na zona sul de SP

Uma mulher trans foi morta a tiros na madrugada desta segunda-feira (2) na alameda dos Guainumbis, localizada no Planalto Paulista, zona sul de São Paulo. Até o final da tarde do mesmo dia, a vítima ainda não havia sido identificada pelas autoridades policiais, o que dificulta o andamento das investigações iniciais.

Detalhes do crime e localização

O crime ocorreu em uma região conhecida como reduto de prostituição no entorno da avenida Indianópolis, área frequentemente monitorada por patrulhas policiais. Policiais militares que patrulhavam a área foram acionados via rádio para atender uma ocorrência de disparos de arma de fogo, chegando rapidamente ao local.

No local, os agentes encontraram a mulher com um ferimento no tórax, na altura do peito. Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) foi chamada e constatou a morte ainda no local, sem chances de reanimação.

Investigações e evidências encontradas

A vítima não portava documentos de identificação, mas ao lado do corpo havia uma bolsa com pertences pessoais, incluindo itens de higiene. Foram encontrados também R$ 37,90 em dinheiro e um pino de plástico contendo pó branco, que será analisado para verificar sua natureza.

Conforme o registro de ocorrência, a mulher possui 1,85 metro de altura e não possui tatuagens visíveis, detalhes que podem auxiliar na identificação futura.

Relatos de testemunhas e possíveis pistas

Um morador da região relatou à polícia ter ouvido três disparos por volta das 4h55 da madrugada. Antes dos tiros, a testemunha escutou uma pessoa gritar: "Vai, vai, vai, sua filha da puta", indicando uma possível discussão prévia ao crime.

Segundo o relato, o autor estaria em um carro antigo, cujo modelo não foi possível identificar devido às condições de visibilidade ou falta de detalhes. Câmeras de monitoramento identificadas no entorno do crime podem ajudar a polícia a localizar o responsável pelo homicídio, fornecendo imagens cruciais para as investigações.

Andamento do caso e ações policiais

O caso foi registrado como homicídio no 27º DP (Campo Belo) e encaminhado ao DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), que assumiu as investigações. Peritos e investigadores da delegacia especializada estiveram no local para coletar evidências e analisar a cena do crime.

O carro para remoção do cadáver foi acionado às 9h30, permitindo a continuidade dos trabalhos forenses. As autoridades seguem em busca de mais informações para elucidar as circunstâncias do assassinato.